segunda-feira, 23 de março de 2009

O desafio de tocar bateria

"Você tem que dividir o cérebro", foi o que sempre ouvi sobre tocar bateria. E constatei que é pura verdade. Não removo um centésimo da veracidade desta fama que a bateria tem. Mas uma coisa é certa : é muito, muito divertido tocar.

Quando comprei o kit completo de Rock Band 2, é claro que o instrumento de estréia foi a bateria. Fui seco ao pote; parecia criança com pirulito na mão no Parque da Mônica. Prejulguei a mim mesmo baseado na experiência de mais de 5 anos que tenho com Guitar Hero, na guitarra-controle, hein ? Guardo todas essas bugigangas e as penduro na parede, se for preciso.

Comecei no PS2 com aquela primeira guitarra, que pegou emprestada a fisionomia de uma Gibson SG. Bonitona, preta, de plástico e de brinquedo, da qual tomei um couro no começo, mas, com o decorrer do tempo, a jogatina incessante e o treinamento, dominei os fret buttons e o strum bar, e hoje posso dizer, seguramente, que "debulho" o game na dificuldade Expert (é claro que algumas músicas são muuuito difíceis e não passo de primeira. Mas sempre dou um jeito de praticar aquele trecho específico em câmera lenta para depois detonar no modo carreira).

Depois veio o "Guitar Hero Aerosmith", que comprei para o Xbox 360. Este trouxe a melhor época da banda de Hard Rock que existe desde os anos 70. Hoje, é claro, esse gênero praticamente nem existe mais; só que o game trouxe as melhores pérolas do Aerosmith e me obrigou a comprar a caixa com a guitarra, uma imponente Gibson Les Paul com o faceplate da banda.

Aí juntei uma grana, quebrei o porquinho e resolvi comprar o Rock Band 2. A guitarra impressiona mais do que todo o restante da banda : uma Fender Stratocaster com revestimento de madeira sintética fez as minhas outras guitarrinhas virarem brinquedinhos de plástico. O microfone é autêntico, assinado pela Logitech, com acabamento em alumínio; a bateria, e eis aqui o desafio disso tudo, também é revestida em alumínio (as colunas que sustentam os tambores, eu digo).

Aí mora o desafio. Pensei : "ah, vou debulhar essa bateria. Vou partir logo pro hard". Pra quê ? Tomei um pau. Sim. Até me questionei se realmente sabia jogar aquilo. A questão é que a divisão do cérebro vem à tona neste momento : há quatro tambores e uma linha horizontal amarela que cruza os quatro comandos. É a representação do bumbo. Tem os 4 tambores + o pedal. E quando as notas passaram voando com a faixa amarela e mais 2 comandos nos tambores ? Me descoordenei todo. Mãos e pé trabalhando juntos, em ritmos diferentes que entram em harmonia. É a famosa divisão. Nada fácil no começo.

Fui obrigado a regredir para o easy. Hoje estou conseguindo tranquilamente no medium e, vez ou outra, arrisco aquelas favoritas no hard. No expert, por enquanto, sem chance.

O bom disso tudo é que me lembrei do martírio que passei para jogar Guitar Hero. Comecei no easy também, e indo mal; depois, com o tempo, dominei o ritmo da coisa. Foram necessários uns bons meses, devo acrescentar. Com a bateria vai ser a mesma coisa - ou talvez mais.

E nem perdi tempo : comecei a fazer aulas de bateria recentemente. E pretendo persistir na empreitada. É o instrumento definitivo. Tem que ser.

Abrátzo !

3 comentários:

Galeone disse...

Heuhe aêe Brunera...não via um update aqui há algum tempo..

Cara fui num play aqui perto de casa com Rock Band...paguei cincão pra jogar na batera mas passei vergonha hehue...divide mesmo. Mto bom brother...não some não

Grande abraço

Guilherme Giuntini disse...

boa, tudo que se toca se auto divide o cerebro, até mesmo bater punh.. ahhahaha

flw brands..

ricardo disse...

E ae Brunão!! Eu já fiz aula de batera também, e com isso a gente começa a perceber como esse instrumento peculiar é complexo e de difícil domínio. Adoro Rock Band também, apesar de não ter o kit ainda, jogo somente Guitar Hero, mas um dia vou me "acabar" nele também, HÁ!!
Abraçooooooo!!!
RicardowWW :)