quinta-feira, 14 de maio de 2009

Momento didático - onde ou aonde ?

Aonde eu uso "onde" ? Ou onde eu uso "aonde" ? Hehe, essa questão não é tão controversa quanto alguns dilemas que já postei aqui no blog, no entanto, não deixa de ser importante. Me veio à tona graças ao meu professor e mestre Jiro Takahashi, que ministra a disciplina de gramática na faculdade.

A explicação é simples : "onde" indica uma ação estática, um lugar fixo/parado no qual você foi, esteja ou pretende ir. É quando você pergunta : "onde você estava no sábado?" ou "onde você ficou quando estava em Fernando de Noronha?". Reparem que não há movimento; é a representação de um lugar em que o fulano estava.

Agora, quando você fala "aonde", o conceito de estar parado se inverte : a palavra indica ação em movimento, e não lugar fixo. Vejam : "aonde você pensa que vai?" ou "aonde você foi ontem à noite, hein?".

O determinante para a distinção das duas funções, como observado nos exemplos, é o uso dos verbos "estar" e "ficar" no primeiro caso, e o verbo "ir" no segundo caso. O verbo "ficar" e o verbo "estar" denotam uma ação parada; alguém está ou fica em algum lugar. Já o verbo "ir" dá subentendimento de uma ação em movimento, já que alguém foi, vai ou irá a algum lugar, e precisa se movimentar para isso. Neste caso, usa-se "aonde"; no outro caso, usa-se "onde". Simples, não ?

Aqui vai uma dica para não se usar desnecessariamente a palavra "onde", que é um vício da nossa língua utilizado para várias finalidades, sendo que a única deve ser para indicar lugar. Não se diz "este é aquele jogo onde o herói morre no fim" ou "aqui no meu coração há um sentimento onde ninguém consegue medir" ou mesmo "esse é o filme onde todos ficam cegos".

Evitem esse uso coloquial e desnecessário da palavra "onde". "Ah, mas como devo falar ou escrever, então?". Simples : use dois termos mágicos que são bonitos, corretos e gramaticalmente de acordo com a semântica que você pretende dar a seu texto ou a sua fala : "em que" e "no qual/na qual". Pronto. Olha que fácil. Reformulando as frases que utilizei para exemplificar, as coisas ficam assim : "este é aquele jogo no qual o herói morre no fim" ou "esse é o filme em que todos ficam cegos". Bem melhor.

Use "onde" para identificar lugares : "Esta é a sala onde fiquei". "A faculdade onde todos se formaram foi dominada por alienígenas". Reparem no seguinte : há a possibilidade de substituir "onde" por um dos termos que recomendei, "em que" ou "no/na qual", mesmo que seja para identificar lugares. Vejam : "Esta é a sala na qual fiquei". "A faculdade em que todos se formaram foi dominada por alienígenas". Conclusão : "onde" é um termo de carga altamente coloquial e pode, sim, ser evitado sempre que possível. Esta é a minha recomendação : evitem o uso de "onde". É feio. Dá pra se destacar com um texto bem acabadinho utilizando "em que/no qual/na qual". É melhor facilitar do que complicar, não é verdade ?

Dessa vez não foi tão difícil !

Obrigado para quem leu até aqui e grande abrátzo !

domingo, 26 de abril de 2009

Guitar Hero : Van Halen vai sair. AAAAHHHHHH !!

É inacreditável. E aqui eu POSSO USAR SUPERLATIVOS, UHÚUU ! A aguardadíssima, fodástica e estimadíssima versão da banda de Eddie Van Halen FINALMENTE vai alcançar sua versão musical dos games em Guitar Hero : Van Halen !

Assim como as outras edições específicas de GH, tais como Aerosmith e Metallica, a versão da consagrada banda de Hard Rock deve aparecer no final de julho.

A Activision não anunciou o game oficialmente, mas sites norte-americanos já o colocaram na lista de pré-vendas para o dia 28 de julho ! Engraçado esse tipo de spoiler. A softhouse nem anuncia o game, mas o dito cujo sai na lista de jogos a serem lançados em canais de vendas virtuais dos EUA como a EBGames, GameStop, Estarland etc. Ou seja, sem querer a gente descobre que um game tido como rumor será de fato lançado, apesar de nem ainda ter sido anunciado.

Imagina só solar "Eruption" numa versão GH. Ai, ai....ou cantar "Dreams" com os melosos inesquecíveis. Uhú ! Vale lembrar que, por se tratar de uma versão posterior à versão de GH : World Tour, o game será compatível com todos os instrumentos musicais, o que significa ter uma banda completa de um cover de Van Halen. Virtual, é claro, mas melhor é impossível.

Não comprei a versão "Metallica" porque não sou muito fã a ponto de gastar uma boa grana no game. Tem uma ou outra música que gosto, e só. Agora, o repertório de Van Halen é indiscutivelmente mais poderoso, nostálgico e importante do que a pauleira rápida de Metallica.

Esse vale a aquisição. EM JULHO !

Abrátzo

sábado, 11 de abril de 2009

Sony vai investir no Brasil. Família "Playstation" receberá jogos produzidos na Zona Franca de Manaus !

A crise financeira mundial parece estar cada vez mais distante do Brasil. Prova disso é que são poucas as "más" notícias que chegam ao nosso país; o que mais se ouve é a "resistência do Brasil quanto à crise, um exemplo".

É claro que muita coisa piorou por aqui, como o aumento do desemprego e a diminuição do consumo, já que muita gente ficou desconfiada em relação ao crédito (principalmente a longo prazo), que ainda está meio inseguro e instável. No entanto, a bolsa de valores do Brasil (Ibovespa) mostrou índices positivos nas últimas semanas, e houve uma leve diminuição na cotação do dólar, além de um pequeno aumento na geração de empregos formais.

Todo esse contexto do Brasil, se comparado aos países ricos que foram atingidos em massa pela crise, está em boas condições. É um país visado que ganhou notoriedade, dentre outras empresas, pela Sony, que fez um anúncio bombástico de fabricação de games para as plataformas PS2, PS3 e PSP.

Mas não vai ser apenas uma mera "representação oficial", tal qual o Xbox 360, que não tem produção nenhuma aqui no país; a Microsoft do Brasil apenas importa tudo de lá dos EUA (inclusive os jogos), traduz a caixa e o manual para o português e pronto. O preço continua sendo meio exorbitante, diga-se de passagem.

Os jogos para PC, por exemplo, são muito mais baratos e acessíveis. É nesta condição que os jogos fabricados pelas instalações da Sony na Zona Franca de Manaus devem ficar : mais acessíveis, pois o custo de produção será muito menor.

Por enquanto, foram confirmados cerca de 400 a 500 mil títulos para o PS2 e 80 mil para o PS3. O PSP, como utiliza uma mídia física de difícil acesso - o UMD - e não ganhou tanta notoriedade entre os brasileiros, por enquanto não tem um número certo de jogos a serem fabricados, mas haverá, sim, a produção de games para ele, algo que deve ficar em segundo plano pela Sony.

Títulos de peso já foram confirmados numa das primeiras remessas : Lego Batman, Wanted, Batman : Arkham Asylum, F.E.A.R. 2 : Project Origin, Tomb Raider : Underworld, Shellshock 2, Fuel e Terminator : Salvation.

A pirataria deve diminuir consideravelmente com a iniciativa. Vai depender muito de quanto custará cada game, pois todos conhecem o espírito do brasileiro, não é ? Que pertence a todos nós, inclusive eu, você, todo mundo. Jogos custando quase 300 reais chegam a ser risíveis pelo preço e nos encurralam para a única alternativa : aquela mais barata, a dos games piratas.

Se alcançarmos um patamar de 99 reais, a coisa deve melhorar muito e ficar bem mais acessível. Ainda não há preços anunciados. Vamos aguardar.

Abrátzo

terça-feira, 31 de março de 2009

Verdades sobre os games

Eu falo que faz bem à saúde. Sempre disse. Os dados mais recentes, oriundos de pesquisas acerca do bem-estar que os games podem trazer, revelam verdades estarrecedoras :

- Raciocínio. Quem joga games tende a pensar mais rápido. Mais facilidade também para assimilar coisas difíceis e memória boa;

- Visão. Li esses dias no msn notícias : uma pesquisa médica revelou que os jogadores que passam horas a fio na frente da TV podem ter a visão melhor com o tempo. É como se os games "exercitassem" a vista;

- Leitura. Os games foram meu ensino precursor de inglês, e graças a eles sei o que sei hoje;

- História. Muita gente (inclusive eu) aprendeu mitologia com God of War, história com Age of Empires, conspiração com Shadow of Rome etc. Os jogos reproduzem a história com mais veracidade do que o cinema;

- Coordenação motora. É claro que quem joga Guitar Hero não aprende a tocar uma guitarra de verdade, mas melhora, e muito, a coordenação motora e o esmerilhar dos dedos. A mesma tese serve para a bateria de Rock Band ou de Guitar Hero World Tour : mãos e pé trabalhando juntos nos ajudam significativamente a ter uma noção da coisa;

- Emagrecer jogando. Graças ao Wii, o sedentarismo nos games assinou seu atestado de óbito;

- Interatividade e comunicação global. Os games de hoje possuem as últimas tecnologias, que agregam recursos sem fio como wi-fi, bluetooth etc. Além disso, é possível ligar vários dispositivos externos nos consoles, tais como pendrives, headsets e até teclados portáteis. Toda essa interatividade possibilita uma inclusão digital que o jogador nem percebe que está aprendendo.

E muitas, muitas outras coisas. Nem lembro se há malefícios que os games trazem. Violência ? Já virou balela. Vício ? Assunto de bêbado na mesa do bar. Dor na coluna ou na vista ? Nem médico diz mais isso.

Deixam a gente sem grana ? Aí sim, mas por uma boa razão : é divertido demais para economizar.

Abrátzo

segunda-feira, 23 de março de 2009

O desafio de tocar bateria

"Você tem que dividir o cérebro", foi o que sempre ouvi sobre tocar bateria. E constatei que é pura verdade. Não removo um centésimo da veracidade desta fama que a bateria tem. Mas uma coisa é certa : é muito, muito divertido tocar.

Quando comprei o kit completo de Rock Band 2, é claro que o instrumento de estréia foi a bateria. Fui seco ao pote; parecia criança com pirulito na mão no Parque da Mônica. Prejulguei a mim mesmo baseado na experiência de mais de 5 anos que tenho com Guitar Hero, na guitarra-controle, hein ? Guardo todas essas bugigangas e as penduro na parede, se for preciso.

Comecei no PS2 com aquela primeira guitarra, que pegou emprestada a fisionomia de uma Gibson SG. Bonitona, preta, de plástico e de brinquedo, da qual tomei um couro no começo, mas, com o decorrer do tempo, a jogatina incessante e o treinamento, dominei os fret buttons e o strum bar, e hoje posso dizer, seguramente, que "debulho" o game na dificuldade Expert (é claro que algumas músicas são muuuito difíceis e não passo de primeira. Mas sempre dou um jeito de praticar aquele trecho específico em câmera lenta para depois detonar no modo carreira).

Depois veio o "Guitar Hero Aerosmith", que comprei para o Xbox 360. Este trouxe a melhor época da banda de Hard Rock que existe desde os anos 70. Hoje, é claro, esse gênero praticamente nem existe mais; só que o game trouxe as melhores pérolas do Aerosmith e me obrigou a comprar a caixa com a guitarra, uma imponente Gibson Les Paul com o faceplate da banda.

Aí juntei uma grana, quebrei o porquinho e resolvi comprar o Rock Band 2. A guitarra impressiona mais do que todo o restante da banda : uma Fender Stratocaster com revestimento de madeira sintética fez as minhas outras guitarrinhas virarem brinquedinhos de plástico. O microfone é autêntico, assinado pela Logitech, com acabamento em alumínio; a bateria, e eis aqui o desafio disso tudo, também é revestida em alumínio (as colunas que sustentam os tambores, eu digo).

Aí mora o desafio. Pensei : "ah, vou debulhar essa bateria. Vou partir logo pro hard". Pra quê ? Tomei um pau. Sim. Até me questionei se realmente sabia jogar aquilo. A questão é que a divisão do cérebro vem à tona neste momento : há quatro tambores e uma linha horizontal amarela que cruza os quatro comandos. É a representação do bumbo. Tem os 4 tambores + o pedal. E quando as notas passaram voando com a faixa amarela e mais 2 comandos nos tambores ? Me descoordenei todo. Mãos e pé trabalhando juntos, em ritmos diferentes que entram em harmonia. É a famosa divisão. Nada fácil no começo.

Fui obrigado a regredir para o easy. Hoje estou conseguindo tranquilamente no medium e, vez ou outra, arrisco aquelas favoritas no hard. No expert, por enquanto, sem chance.

O bom disso tudo é que me lembrei do martírio que passei para jogar Guitar Hero. Comecei no easy também, e indo mal; depois, com o tempo, dominei o ritmo da coisa. Foram necessários uns bons meses, devo acrescentar. Com a bateria vai ser a mesma coisa - ou talvez mais.

E nem perdi tempo : comecei a fazer aulas de bateria recentemente. E pretendo persistir na empreitada. É o instrumento definitivo. Tem que ser.

Abrátzo !

terça-feira, 17 de março de 2009

Os 10 mandamentos de um gamer

Num momento raríssimo de inspiração súbita, elaborei este tópico com os 10 mandamentos de um verdadeiro gamer. Atenção : é tudo de minha autoria. Não procurei nada no google nem olhei sites de games. Podem verificar.

Os 10 mandamentos :

1- Você dorme cerca de 3 horas por noite. Seu horário de dormir é meia-noite, mas você fica jogando até 3 da manhã para compensar a falta de jogatina durante o dia e acorda que nem um zumbi na manhã seguinte;

2- Você lê o manual, o folheto publicitário que acompanha o game, a caixa e até mesmo as palavras pequenas que se encontram na borda da mídia;

3- Você não usa detonados. Somente em último caso meeeesmo, quando você quer achar aquele pombo escondido no GTA IV;

4- Você faz questão de pegar os 100% em cada jogo. Tudo. Todos os itens, acessórios, roupas, guitarras, poções, armas, personagens, fases, carros etc. Tudinho.

5- Você sempre habilita as legendas nos filminhos;

6- Você gasta mais de 1.000 reais em uma parafernália eletrônica;

7- Você deixa de sair com os amigos só para ficar em casa jogando games ou economizar grana, que depois você vai gastar em games;

8- Você divide, em proporções idênticas, duas paixões na sua vida : o namoro e os games;

9- Você tem um quê sádico inspirado em algum personagem marcante dos games;

10- Você faz isso aqui que fiz agora : escreve (ou já escreveu) de graça, simplesmente por pura paixão e amor, sobre o assunto que mais te fascina : games.


Abrátzo !

quinta-feira, 12 de março de 2009

Boa notícia : Synergex distribuirá Rock Band 2 no Brasil em caráter oficial !

Yes ! Notícias como essa esquentam o ânimo dos aficionados pelos musicais. Não só por isso, mas pelo fato de termos algo dessa magnitude em caráter oficial nas terras tupiniquins a um preço, creio eu, bem mais acessível do que se encontra atualmente através dos importados.

O pacote completo de Rock Band 2 será lançado por aqui no dia 23 de maio, numa parceria entre a Synergex e a Electronic Arts do Brasil. Isso mesmo : guitarra, bateria, microfone e o jogo.

A Synergex é uma empresa canadense que iniciou suas operações de distribuição de jogos no país em 2007. Os games distribuídos por ela, vulgo oficiais, acompanham caixa, manual em português e garantia de 3 meses, além de todo o suporte - via telefone ou e-mail - de um produto oficial.

Os preços são típicos de jogos vendidos em lojas grandes, como Fnac, Submarino, Saraiva, Lojas Americanas, UZ Games etc, ou seja, é algo que faz o escorpião residir no bolso dos brasileiros. No entanto, a condição de pagamento desses lugares permite que o valor seja quebrado em trocentas parcelas sem juros, facilitando consideravelmente as nossas condições.

Nada de preço definido ainda. Saberemos mais quando o dito cujo for lançado. Uhuu !

Abrátzo

domingo, 8 de março de 2009

Momento didático - a questão do "lhe" e do "te" e verbos defectivos

Calma, não se assustem com o título ! Verbos defectivos espantam tanto quanto um alien, mas a verdade é que o conceito é bem tranquilo.

Algumas pessoas me pediram, em comentários no blog (meu caro amigo do Rio, Jorge Pakkii) e scraps no orkut, que eu postasse sobre a questão do "te" e do "lhe". Vamos lá.

Tudo gira em torno da regência do verbo em questão. Regência é aquilo que determina se o verbo pede preposição ou não. Eu sei que ainda está grego, então nada como um exemplo para ilustrar melhor a coisa : vamos pegar o verbo "ajudar" e o verbo "ver". Ambos são transitivos diretos, ou seja, quem ajuda ajuda alguém e quem vê vê alguma coisa (ou alguém também, tanto faz). O verbo "obedecer", por exemplo, é transitivo indireto, isto é, quem obedece obedece a alguém. Mais um exemplo ? Ok, tem o verbo "habituar", ou seja, quem se habitua se habitua a fazer alguma coisa. A.

O artigo "a" funciona como preposição. Ninguém "obedece alguém"; obedecemos a alguém, assim como "ajudamos alguém", e não "ajudamos a alguém". Estamos "vendo alguma coisa", e não "vendo a alguma coisa". Estamos habituados a jogar videogame, e não habituados jogar videogame. Entenderam a questão da regência ? Só é chatinha, não muito difícil. Tem coisa muito pior.

Agora que estamos situados, vamos retomar a questão do "te" e do "lhe". Se quem ajuda ajuda alguém, então todos devemos ajudá-lo (= ajudar ele ou você, logo, ajudá-lo ! Não "ajudar-lhe").
Logo, se quem obedece obedece a alguém, então obedecemos aos nossos pais, e não só obedecemos os nossos pais. Aos. Devemos, pois, obedecer-lhes. Sim, obedecer a eles, obedecer aos nossos pais, e não obedecê-los. Mas sim obedecer-lhes.

Mais exemplos : "Eu o encontrei perdido no mar" (quem encontra encontra alguém, e não a alguém) ; "Não o vejo há anos" (quem vê vê alguma coisa ou alguém, e não a alguma coisa ou a alguém) ; "Olha, preciso lhe dizer que menti" (quem diz diz a alguém, diz alguma coisa a alguém, por isso usamos o "lhe"! Preposição "a", use "lhe"; não há preposição, não há "lhe").

E as formas "eu te amo", "eu te adoro", "eu te disse" ou "eu quero te dar um Playstation 3" ? Estão erradas ? Não, desde que o tratamento esteja na 2ª pessoa, ou seja, TU ! Como nem todo mundo é carioca, se o tratamento for em 3ª pessoa (VOCÊ!), aí sim devemos dizer "eu o amo", "eu o adoro", "eu lhe disse", "eu quero lhe dar um Playstation 3" etc. E por que raios você colocou o "lhe" nas duas últimas frases aí no exemplo ? Oras, porque quem diz diz a alguém, e quem quer dar um Playstation 3 quer dar um Playstation 3 a alguém. Lembraram ?

A forma "eu lhe amo" está errada. "Eu lhe adoro" também. O certo é "eu o amo" e "eu o adoro", assim como "eu a amo" e "eu a adoro". Tanto faz. Achou esquisito, cafona, feio ? Então simplesmente diga "eu amo você" ou "eu adoro você". Pronto ! Certíssimo !

Mudando de pato pra ganso, a questão dos verbos defectivos é bem rápida. São verbos que não têm a 1ª pessoa do singular do presente. O verbo "colorir", por exemplo. Qual o certo : "eu colóro" ou "eu colôro" ? Nenhum dos dois. Não existe a 1ª pessoa do singular para este verbo. Mas lembrem-se : é só no presente. No passado você pode dizer normalmente : "eu colori". Atenção para a 1ª pessoa do futuro. Não está errado dizer "eu colorirei", mas evite. Esse é esquisito mesmo, é um termo em desuso. Prefira "eu vou colorir" ou "irei colorir". É melhor.

Outro exemplo é o verbo "demolir". Ninguém diz "eu demôlo". Haha, é até engraçado. Também é outro verbo defectivo. "Eu demoli" está ok também. "Eu demolirei", assim como "eu colorirei", não está errado, mas igualmente esquisito. Evite. É melhor dizer "eu vou demolir" ou "irei demolir".

Ué, e como faço para dizer esses verbos no presente ? E se eu quiser contar para um amigo que estou colorindo naquele momento ? Simples, diga exatamente isso. "Eu estou colorindo". Pronto. Todo mundo entendeu. "Eu estou demolindo". Certíssimo. Ambos estão no presente e na 1ª pessoa do singular. Voalá ! Este é um dos raros casos em que o gerúndio vem a favor.

Téinkiu !

Abrátzo

quinta-feira, 5 de março de 2009

Rock Band dos Beatles anunciado : 9 de setembro !

Os rumores eram verdadeiros : a Harmonix anunciou, em caráter oficial, a produção de um Rock Band feito exclusivamente com músicas dos Beatles, tal qual o Guitar Hero Aerosmith, que tem faixas apenas da banda de Steven Tyler, e recentemente o Guitar Hero Metallica, que agrega uma boa proporção de músicas consagradas da banda de heavy metal.


Assim como nos títulos anteriores da franquia Rock Band, o jogo dará suporte a todos os instrumentos musicais e não será uma mera expansão, mas sim um jogo absolutamente inédito, que terá mais de 40 canções e contará com o pacote completo dos instrumentos usados pelos músicos à época - John Lennon, George Harrison, Ringo Starr e Paul McCartney.

Os controles em forma de instrumento imitarão os mesmos usados pelos integrantes, e o preço da banda completa (jogo, guitarra, bateria e microfone), ainda segundo a Harmonix, não sairá por menos que 250 dólares. Cada guitarra vendida avulsamente custará 100 dólares, e o game sozinho, assim como qualquer outro lançamento, sairá por 60 doletas.

A previsão dada pela Harmonix e MTV Games é dia 9 de setembro deste ano, data sujeita a alteração. Com essa crise cada vez mais iminente, é natural que atrasos ocorram. Agora, no entanto, é segurar a ansiedade e aguardar. O game sairá apenas para os consoles da nova geração - sim, o play 2 ficará de fora desta vez, ao contrário das edições anteriores de Rock Band (e Guitar Hero), que ainda apareceram para o quase aposentado console da Sony.

Abrátzo

segunda-feira, 2 de março de 2009

"Killzone 2 é uma das esperanças para salvar o PS3", afirma produtor

E não é à toa que a Sony está investindo pesado em franquias exclusivas para o PS3, tanto em conteúdo online como em jogos físicos mesmo. "Killzone 2", anunciado e aguardado desde 2005, finalmente foi lançado, após vários adiamentos, com a promessa de "levantar as vendas do PS3 e motivar os jogadores a comprarem um", segundo o seu produtor, Steven Ter Heide.

Para quem não se lembra, "Killzone" nasceu no PS2 e dividiu a crítica e o público na época. A grosso modo, trata-se de um shooter bem cuidado, que tem todos os quesitos executados com maestria, menos o quesito "inovação". Ele não apresenta nada além de gráficos requintados e uma jogabilidade sólida para um shooter.

"Killzone 2" segue o mesmo padrão, porém, agora se utiliza do potencial do PS3 para exibir o visual, que é de cair o queixo. Além disso, conta com um modo online que permite 32 pessoas se matando simultaneamente, bem parelho com "Call of Duty 4" - só que este permite um número menor de jogadores na mesma sala.

O enredo, que soa bastante clichê, é o máximo que podemos esperar de um shooter com esse peso : você é membro de um esquadrão que enfrenta um exército de seres tão palavrentos e canastrões como você, que profere um extenso vocabulário de palavrões junto a seus parceiros. Vários ambientes podem ser vistos, e a quantidade de coisas acontecendo ao mesmo tempo é imensa - sem derrubar a taxa de quadros por segundo em um momento sequer.

Realmente impressiona, a julgar pelos trailers vistos até agora. Vou deixar um aqui na postagem para se ter uma noção da coisa. E lembrem-se : NÃO é CG ! É tudo em tempo real !

video

Abrátzo

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mario Kart fica em primeiro lugar entre os 50 jogos mais influentes da história, diz Guinness

Depois que eu digo que a Nintendo tem uma certa "magia" entre os jogadores, ninguém acredita. Os jogos mais memoráveis são da Big N. E não estou a favor de um lado ou de outro não, pelo contrário : ultimamente ando bem meio "antinintendista", mas o fato é que os personagens da Nintendo sempre figuram em rankings de games importantes.

O livro Guinness, aquele dos Recordes, elaborou um Top 50 dos jogos mais influentes da história. E quem foi eleito em primeiro lugar ? É claro, aquele encanador italiano e bigodudo que inventou o conceito de "pulo" nos games, o Mario. Para quem não sabe, uma curiosidade rápida : o primeiro nome de Mario era "Jumpman" ("homem-pulo", traduzido ao pé da letra), e sua primeira participação em um game foi em "Donkey Kong", pro Nintendinho, e como coadjuvante. Não existia Bowser : o vilão era o macacão que todos conhecemos, hoje um dos protagonistas mais importantes da Nintendo.

Na época, o tal do "Jumpman" fez mais sucesso do que o próprio Donkey Kong, que intitulava o jogo. Ganhou continuação e foi batizado de "Mario", nome que ficará marcado pra sempre na indústria de entretenimento - muito mais do que Sonic, como muitos vão querer comparar.

Voltando ao Top 50, o número 1 não poderia deixar de ser um game do Mario. No entanto, para a surpresa de todos, não se trata do jogo de aventura que consagrou o encanador, mas sim aquele de corrida, também muito marcante, o "Super Mario Kart", do SNES.

Ok, tá certo que ele construiu uma geração e influenciou trocentos clones posteriores, mas é de se estranhar uma primeira colocação. A magnitude de "Tetris" ou "Pong", por exemplo, é muito maior. "Tetris", aliás, ficou em segundo lugar, seguido de "GTA" e "Super Mario World".

"Halo", "Street Fighter" e "Metal Gear Solid" também figuram entre os jogos mais importantes da história. Esses rankings sempre são polêmicos e controversos, parece que é proposital. Vou colocar a lista aqui pra todo mundo analisar :

1. Super Mario Kart
2. Tetris
3. Grand Theft Auto
4. Super Mario World
5. Zelda Ocarina of Time
6. Halo
7. Resident Evil IV
8. Final Fantasy XII
9. Street Fighter II
10. GoldenEye
11. Super Mario 64
12. Tomb Raider
13. Metal Gear Solid
14. Call of Duty 4
15. Sonic the Hedgehog 2
16. GTA San Andreas
17. Super Mario Bros
18. Zelda: A Link to the Past
19. Gran Turismo
20. Final Fantasy VII
21. Pro Evolution Soccer 4
22. The Orange Box
23. Lego Star Wars Complete Saga
24. Tekken 2
25. Wii Sports
26. Pokemon Red/Blue
27. Guitar Hero
28. Project Gotham Racing 4
29. Super Mario Galaxy
30. Resident Evil
31. Ico
32. Chrono Trigger
33. Gunstar Heroes
34. Soul Calibur
35. Advance Wars
36. Ridge Racer
37. Super Metroid
38. Castlevania: Symphony of the Night
39. GTA Vice City
40. BioShock
41. Star Wars: Knights of the Old Republic
42. The Legend of Zelda: Link's Awakening
43. God of War
44. Sega Rally Championship
45. Starfox 64
46. Elder Scrolls IV: Oblivion
47. WarioWare Inc
48. Saturn Bomberman
49. Crash Bandicoot
50. Outrun 2


Aêe God of War está na lista ! Bioshock também ! Até Crash Bandicoot está aí no meio, hehe..

Abrátzo

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Lançamento do PSP, Play 2 e Play 3 anunciado pela Sony na América Latina. Adivinha quem ficou de fora? Brasil, é claro!

Mas essa é de emputecer qualquer um. Nem precisa ser gamer. Minha primeira reação foi um "grrrrrRRRR" e uma raiva da Sony of America, além do brasilzão, que tem parcela de culpa no rolo.

O fato é que a Sony da América do Sul anunciou, nesta sexta-feira, o lançamento da família Playstation em 13 países : Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru e Venezuela.

E a Sony nem se deu ao trabalho de explicar nada. Na fonte em que li esta notícia, tudo o que disseram é que o Brasil estaria numa terceira etapa do processo de entrada no mercado latino-americano, explicada pela própria Sony numa conferência em novembro do ano passado. A relação de países desta última etapa incluiria também o Paraguai e o Uruguai.

Parece que um tal de Ian Jackson, que é vice-presidente do setor de vendas da Sony, estava presente na conferência e disse que o Brasil é "provavelmente a maior oportunidade para o lançamento da família Playstation, que deverá acontecer entre março e maio de 2009". Desculpe, mas eu duvido. Não do nosso potencial, mas das palavras dele. O Brasil sempre fica por último, e com os games não é diferente. Pelo contrário : chega a ser pior. E não digo isso criticando o país, muito pelo contrário : os outros é que não conhecem o nosso potencial. Lógico que muita coisa por aqui continua imatura, mas um esforçozinho dos fodões lá de fora para enxergar a energia presente aqui não custaria nada.

Vale lembrar que o lançamento da família Playstation nestes países agregará também o serviço online oficial da Sony, o "Playstation Network", que trará conteúdo local para baixar - gratuito ou pago - e acesso às partidas multiplayer, numa rede que já conta com 17 milhões de usuários registrados no mundo e não cobra anuidade, ao contrário do principal concorrente, o Xbox 360, que cobra 50 doletas por ano.

Nada de preços por enquanto. Vamos aguardar mais anúncios nos próximos meses, mas não estou muito esperançoso não. Nem o play 1 foi lançado por aqui. Nunca. Parece até brincadeira.

Quaisquer novidades sobre esse assunto, eu aviso pelo blog.

Abrátzo

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

The Sims 3 atrasa no mundo e no Brasil. Por aqui, somente a partir de 5 de junho

Essa crise tá colocando lenha na fogueira. Já postei anteriormente sobre diversos cortes que atingiram várias fábricas e softhouses de games, mas agora a coisa deve apaziguar um pouco. As palavras de Obama, "o começo do fim da crise", devem ter fundamento, pois um plano econômico avaliado em 787 bilhões de dólares foi aprovado pelo Senado norte-americano nesta terça-feira. É uma injeção de grana que vai socorrer a economia, dentre outros recursos mais políticos que não manjo tanto.

O fato é que rumores acerca de The Sims 3, o jogo mais vendido do planeta, se tornaram verídicos : ele realmente sofreu atraso e será lançado somente no dia 5 de junho, para a frustração dos ansiosos e aficionados pelo simulador de vida. Ouvi dizer que a crise, que atingiu em cheio os lucros da EA em seu ano fiscal, causou o atraso, dentre outros motivos. Até então, a previsão era 20 de fevereiro, em escala mundial. No site da loja em que trabalhei, quase todo dia saía pré-venda, inclusive da edição de colecionador. É bom que os clientes estejam bem cientes deste anúncio, senão é bucha na certa. Muitas buchas.

Will Wright, o mentor por trás da obra, prometeu milhares de possibilidades de criação, desde traços físicos até personalidade. A interação será muito maior : os Sims irão para as cidades conhecer outros Sims, tudo num ambiente online - e filmado ! Exatamente : dá pra filmar tudo e exibir o conteúdo online. Além disso, poderemos criar Sims com destinos e planejamentos reais de vida, que será muito mais duradoura do que nos antecessores.

Lembro que The Sims 2 e suas expansões viviam no Top 20 dos mais vendidos com o selinho de "100 milhões de cópias vendidas pelo mundo". The Sims 3, creio eu, vai passar dos 200 milhões. Crianças de 5 anos e velhinhas de 75 conseguem jogar. É impressionante o poder de impacto nas massas : o público-alvo é praticamente a face da Terra.

E o ambicioso Will Wright quer mais. Quem vai dominar o mundo : Google ou The Sims ?


Abrátzo

sábado, 14 de fevereiro de 2009

"The Lost and Damned", expansão do GTA IV exclusiva pro 360, chega no próximo dia 17

Os microsoftistas que adoram se alfinetar com os usuários do Playstation 3 podem se gabar à vontade : a partir do dia 17 de fevereiro de 2009 estará disponível na Live, sob download pago, a primeira expansão do game do ano de 2008, GTA IV. Exclusiva para o 360, meus caros. Quem tem PS3 vai ficar de fora.

Mas a Rockstar não produziu este pacote porque gosta do Tio Bill não : vale lembrar que a Microsoft pagou 20 milhões de dólares pela exclusividade. Depois de muitos adiamentos e rumores sobre um possível cancelamento desta expansão - ouvi dizer que a Rockstar estava produzindo somente pelo dinheiro, como se fosse obrigada a fazer aquilo -, chegou-se a um veredicto e já está tudo pronto.

O enredo mostrará uma nova faceta da Liberty City que conhecemos. Nada de Niko Bellic; desta vez, o protagonista, Johnny Klebitz, é um membro de uma gangue de motoqueiros batizada de "The Lost", que faz referência ao título da expansão.

A Rockstar prometeu longevidade e disse que a história será "muito centrada no novo personagem, que é bem diferente de Niko".

Bem, levando-se em consideração a competência de GTA IV, é certo que "The Lost and Damned" tem tudo para ser uma ótima extensão do original. Para jogar é necessário ter o GTA IV e desembolsar 1.600 MS Points. Disponível a partir do dia 17 de fevereiro na Live.

Fiquem com o trailer do game :

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Volta, Kratos ! Em God of War 3, o espartano poderá guiar inimigos gigantes

A notícia veio da revista norte-americana GameInformer, na última edição. Pelo que fiquei sabendo, o anti-herói Kratos, queridíssimo pelos fãs da série God of War e também por entusiastas do gênero, poderá montar em inimigos gigantes e comandá-los.

Deve ser algo tão épico quanto os dois primeiros episódios da franquia, que é exclusiva da Sony. Obrigado aos estúdios Santa Monica por algo tão competente e audacioso. Um exemplo é o Ciclope, que pode ser derrotado de duas formas : usando as inesquecíveis sequências de ação que marcaram a série (aquelas em que apertamos os comandos consecutivamente para desencadear os movimentos brutais de Kratos) ou enforcando o bicho com as correntes "Blade of Chaos", fazendo com que o gigante acerte os inimigos que estiverem por perto. Algo colossal de se imaginar. E também ambicioso.

Outra melhoria em relação aos dois games anteriores está na quantidade de inimigos na tela, que desta vez ultrapassa de 50. Nos outros, por exemplo, não víamos mais do que 15 oponentes diante de Kratos. A IA vai ser consideravelmente melhor : os inimigos não vêm pra cima a esmo, simplesmente para bater em Kratos; eles bolam estratégias para encruzilhar o espartano. Existirá uma espécie de líder destes inimigos em cada tela, e este será responsável pela elaboração das táticas contra Kratos.

Por falar em líder, a quantidade de chefes de fase estará maior do que em God of War 1, mas menor em relação ao segundo. Uma pena. Para compensar, veja o anúncio que deixa qualquer fã pasmo (nem precisa ser fã) : a Sony garantiu um confronto contra Hades, o deus grego do inferno (ou do mundo dos mortos, como prefiram).

Nada de data de lançamento definida, pra variar. Mas já podem ir apertando os cintos : God of War 3 será uma experiência tão única quanto os dois primeiros foram. Desse eu não duvido.


Abrátzo

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Momento didático - emprego da vírgula nos trechos que sempre geram dúvidas

"Tem vírgula antes disso aqui ou nem?"; "Nome de alguém leva vírgula antes?"; "Aqui não tem vírgula mesmo, não é ? Só dá uma conferidinha rápida pra mim". Sem problemas, até porque se trata de uma frase que comumente traz à tona aquela interrogação, que salta da nossa testa. O pior é quando o uso da vírgula é facultativo; o leitor (que pode ser seu chefe, professor, supervisor etc) pode considerar errado algo que está certo pelo uso ou não da vírgula. Vamos aos trechos mais temerosos.

- A vírgula deve ser evitada antes da conjunção aditiva "e", isso é fato. Mas ela pode ser utilizada, sim, antes do "e" em alguns casos, como, por exemplo, valor adversativo. Na prática, é assim : "Ele foi ao cinema, e não gostou do filme". O "e" poderia ser substituído por "mas", percebem ? "Ele foi ao cinema, mas não gostou do filme". Neste caso, a vírgula pode ser colocada antes do "e".
Mais um exemplo para ilustrar melhor : "Já tenho mil reais, e (= mas) o preço do kit completo de Rock Band 2 ainda não diminuiu".

- Quando os sujeitos são diferentes, devemos usar a vírgula antes do conectivo "e" para ligar as orações. Calma que vou exemplificar para ficar menos grego : "A crise está eminente, e o mercado de games continua crescendo". Vejam : o primeiro sujeito é "crise". Depois, falei do "mercado de games", que é o outro sujeito. Quando há esta mudança de sujeito numa mesma oração, devemos usar a vírgula antes do "e". Se eu dissesse que "a crise está eminente e vai deixar muitos resquícios", aí sim, sem vírgula, porque desde o começo falei da crise sem mudar de sujeito.

- Nada de vírgula antes do conectivo "ou". Sob nenhuma hipótese. "A situação vai melhorar ou o mundo vai acabar". "Ou você estuda ou joga menos videogame". "Tudo vai ficar bem ou não". Nada de "tudo vai ficar bem, OU não". É sempre sem vírgula antes de "ou".

- Regra antiga, mas a gente sempre esquece : vocativo pede vírgula, rapaz ! Sempre que usarmos qualquer termo de chamamento, QUALQUER UM, devemos colocar a vírgula. Geralmente esquecemos quando usamos expressões diferentes para chamar alguém, e não necessariamente o nome. Exemplos : "vocativo pede vírgula, rapaz!". "Rapaz" foi o termo de chamamento, logo, pede vírgula ! Outros : "Você gostou do filme, cara?". "Ei, senhor, cuidado com a poça d'água!". "Não me julgue por ser um gamer, querida, é o meu hobbie". "E aí, Pedrão ! Tudo certo?".

- Oração explicativa deve ficar entre vírgulas, assim como oração restritiva. Vou exemplificar cada uma, respectivamente : "Esse joguinhos novos, que são muito violentos, fazem o maior sucesso". Eu poderia perfeitamente escrever somente que "esses joguinhos novos fazem o maior sucesso", mas coloquei um complemento explicativo ("que são muito violentos"), que deve ficar entre vírgulas.

O mesmo funciona para oração restritiva. Veja a importância da vírgula em duas frases iguais :
"Os desenvolvedores, que estão mais criativos, também sentem o peso da crise".
"Os desenvolvedores que estão mais criativos também sentem o peso da crise".
As duas frases estão corretas. Contudo, elas têm sentidos diferentes : na primeira, eu quis dizer que TODOS os desenvolvedores estão mais criativos e sentem o peso da crise.
Na segunda, minha intenção foi restringir que SOMENTE os desenvolvedores mais criativos também sentem o peso da crise. Ou seja : a ausência da vírgula, neste caso, restringe a oração. Se quiser generalizar (sem restrição), é só deixar entre vírgulas. Portanto, cuidado com o que você quer dizer !

- Para finalizar a postagem, os casos facultativos do uso da vírgula : antes de conjunção causal, temporal, concessiva, condicional, final e conformativa.
"Ele conseguiu terminar Oblivion, porque sempre se dedicou ao jogo." (oração causal. A vírgula antes de "porque" é opcional);
"Ele conseguiu terminar Oblivion, embora nunca tenha se dedicado ao jogo." (oração concessiva. A vírgula antes de "embora" é opcional);
"Ele só terminará Oblivion, caso se dedique mais ao jogo." (oração condicional. A vírgula antes de "caso" é opcional);
"Ele conseguiu terminar o jogo, conforme minha orientação." (oração conformativa. A vírgula antes de "conforme" é opcional);
"Ele tem se dedicado muito, para que consiga / a fim de que consiga terminar Oblivion." (oração final. A vírgula antes de "para que" ou "a fim de que" é opcional).
"Ela só vai gostar de você, quando você deixar de ser tímido." (oração temporal. A vírgula antes de "quando" é opcional).

Ufa ! Depois tem mais. Obrigado para quem leu até aqui.

Abrátzo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

E começam as controvérsias! Resident Evil 5 levou nota máxima em sua primeira análise mundial

Acho que os caras da Capcom já podem tirar um arpão de peso das costas. Parcialmente. O que justifica esse alívio na consciência dos japas é a nota máxima que o nosso aguardado RE 5 levou na revista oficial do Playstation nos EUA.

Os redatores da OPM (Official Playstation Magazine) tiveram o privilégio de jogar a versão completa do game antes mesmo do lançamento ocidental, que será no dia 13 de março deste ano (os japoneses irão usufruir do terror no dia 5 de março).

E não é que o dito cujo tirou 5 de 5 ? Os norte-americanos disseram que a jogabilidade está variada e coloca o protagonista diante de várias situações surpreendentes, tal qual em RE 4. O modo cooperativo - que eu mesmo vinha criticando desde o anúncio, pois foge do conceito da série RE - está aprovadíssimo pelo avaliador, que declarou ser "o tipo de experiência que você deve ter com um amigo".

Acho que estou um pouco mais otimista. Mas ainda não sei...a demo me deixou meio "cabrera". Quero testar a versão completa para ver se melhoraram os aspectos que eu havia criticado. Eu e muitos.

Abrátzo

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Com vocês, Madworld, o jogo mais violento do Wii

Ah, tive que postar sobre esse jogo por causa do trailer que achei. É sensacional. Melhor ainda é o ritmo visceral do game, que jorra sangue à vontade e mostra que nem só de Mario vive o Wii. Este aqui é um título bastante violento.

Madworld, em produção desde o surgimento do Wii, apresenta características únicas no meio de toda essa sanguinolência : o visual, meio cartunesco (em cell-shading), é monocromático, isto é, a única cor viva e sóbria é a cor vermelha, aquela que sai dos membros dilacerados dos inimigos. Aliás, despedaçar é o mote do game : o personagem (ainda não me arrisco a chamar de "herói") tem uma motoserra embutida no braço direito, e usa a traquitana para desmembrar corpos pela metade, arrancar as pernas e usar o resto do corpo para arremessos, enfiar a serra na cabeça dos inimigos e depois jogá-los no abismo etc.

Só que a ação é bem cômica, nada que utilize a violência para beirar o absurdo. É um ritmo frenético que envolve um enredo ainda desconhecido, mas a Sega, velha de guerra responsável pelo game, se limitou a dizer que "ele não está ali à toa simplesmente matando todo mundo".

É esperar pra ver. O game será lançado com exclusividade para Wii em algum momento de 2009. Fiquem com esse trailer, que quase faz o seu monitor aí sangrar :


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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Resident Evil 5 : mais do mesmo ?

Foi o que senti assim que joguei a demo disponibilizada na Live essa semana. Creio que a maioria tem o plano Gold, pois só assim é possível fazer o download.

O jogo é 10, tudo de bom, é o brilho de ansiedade deste ano de 2009 - uma das grandes promessas de uma continuação aguardadíssima pelos fãs (como eu). Porém, a primeira coisa que dá pra sentir é aquele déjà vu constante, oriundo de RE 4, pois RE 5 é absolutamente idêntico ao antecessor. Não que isso seja ruim, longe disso; mas ser igual a ponto de não apresentar inovações é bem preocupante.

Os gráficos saltam aos olhos : Chris Redfield está nitidamente 10 anos mais velho, como bem foi dito pela Capcom, com detalhes faciais e físicos impressionantes. Os cenários demonstrados na demo são mais "exploráveis" do que em RE 4, por exemplo. Agora há muitas esquinas e cantinhos para fuçar, e o plano de fundo está com uma direção artística bastante competente.

A parceira de Chris, Sheva Alomar, também soa como um déjà vu, pois em RE 4 tínhamos a pentelhinha da filha do presidente dos EUA como acompanhante - só que esta precisávamos escoltar, e Sheva está aqui para ajudar a enfrentar a horda de inimigos africanos, bem como resolver enigmas, creio eu. A sacanagem ? Ela não sabe se virar. Você tem que dar munição a ela, curá-la e outras coisas que qualquer personagem controlado pela IA saberia fazer. Ou seja, além de cuidar do seu próprio nariz - o que já é difícil, levando-se em consideração o alto nível de dificuldade da demo - você deve prestar atenção na arma da companheira, no life gauge dela, aonde ela está...é realmente desconfortável, confesso que frustrou um pouco a diversão.

A jogabilidade é igual, tim tim por tim tim, à de RE 4. Mira, câmera, controlabilidade do personagem, tudo. Dá pra mudar o esquema de controles no menu, se você quiser girar o personagem com o analógico direito e andar com o esquerdo. Ainda assim, ele não mira enquanto anda - o que não é nada plausível, pois qualquer shooter atual faz isso.

Os inimigos deixam cair munição, ouro, itens de cura, chaves etc. Estes, aliás, tiveram a animação copiada (na caruda mesmo, ctrl+c ctrl+v) de RE 4, principalmente quando morrem. Os movimentos que fazem são iguaizinhos aos inimigos agonizantes de RE 4. Iguais, sem tirar nem pôr. Faltou criatividade aí também.

Os efeitos sonoros são bons, mas muitas coisas, de todos esses aspectos que falei, devem ser melhoradas até o lançamento. A Capcom tem pouco tempo pra isso. É bom que melhorem, pois o game já foi adiado uma vez, e choveram críticas em cima dele na versão mostrada no ano passado.
Revolucionário como RE 4 não vai ser, isso é fato; mas dá pra ser uma ótima evolução do antecessor. Em março nas prateleiras.

Abrátzo

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Filme de arrancar lágrimas (até de um viking) ? Benjamin Button

Alguns preferem segurar, e outros se esbaldam em lágrimas quando assistem filmes tocantes, de temas delicados, principalmente aqueles que nos questionam sobre o quão curta a vida pode ser.

Não é à toa que o diretor David Fincher, o mesmo responsável por "Zodíaco" e "Clube da Luta", deixou transparecer o sentido da vida no emocionante "O Curioso Caso de Benjamin Button" e revela que, mesmo para os invencíveis, todo ciclo tem um fim, e todos nós estamos destinados a encarar o término da vida.

Foi essa emoção que me tocou quando fui assistir Benjamin Button, bem como a muitos espectadores no cinema. A excelente atuação de Brad Pitt - que, mais do que nunca, merece a estatueta dourada - e o trabalho de maquiagem fazem valer o ingresso, mas é o roteiro (adaptado) que impressiona. A exatidão de Eric Roth se iguala àquela presenciada no inesquecível "Forrest Gump" (também dele), principalmente por frases prontas e marcantes que ressoam em nossas mentes como poucos conseguem fazer.

Aliás, muitos aspectos de Benjamin lembram Forrest, tanto pelas histórias narradas em terceira pessoa quanto por figuras ilustres que surgem no decorrer da vida de Benjamin, que nasce velhinho e rejuvenesce ao longo da vida, em um ótimo desfecho.

Surpreendente e marcante como poucos, não percam por nada. Emociona bastante.

Abrátzo

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Assassin's Creed 2 em 2009 ! Uhuuu !

Tomara que seja verdade, pois quem disse foi Yves Guillemot, um dos chefões da Ubisoft. O dito cujo declarou, numa conferência para acionistas, que a sequência da jornada de Altair está dentro dos planos da empresa para o ano fiscal de 2009.

O problema é que esse tal de ano fiscal da gigante francesa vai até março de 2010, mas acho pouco provável que saia no final do ciclo. Fim de ano é o momento mais favorável para lançamentos aguardados, e estamos falando de Assassin's Creed, um dos grandes hits da Ubisoft em 2007.

O cara anunciou também que outras franquias de sucesso devem retornar ao mercado, dentre as quais estão Ghost Recon e Splinter Cell. Nem conferi as últimas aventuras de Sam Fisher, mas estão dizendo que o próximo Splinter vai ser muito melhor do que os anteriores.

Tem um trabuco denominado "Red Steel", pro Wii, que talvez ganhe sequência também. Eu digo "trabuco" porque acompanho exatamente a mesma opinião das críticas não favoráveis a ele : o jogo é bem tosqueira, farofa das boas, tanto em termos de gráficos quanto de jogabilidade. Teve boa recepção nas vendas, mas não se engane : leia minuciosamente as críticas e leve-as a sério, porque o game não vale a pena. Nem vai fazer falta se não for lançado, a menos que reformulem muuuita coisa. O potencial do Wii merece mais, e nosso senso de diversão agradece.

Abrátzo

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

GTA : Chinatown Wars, pro Nintendo DS (!!), tá chegando

Fica difícil imaginar um game da franquia Grand Theft Auto no universo Nintendo, qualquer que seja o console. Existe uma versão do GTA para o finado Game Boy Advance que nos remete àqueles GTAs antigos, com câmera aérea e jogabilidade aberta. Mas é possível, e o resultado é otimista.

É claro que o portátil da Big N não consegue suprir o poderio gráfico oferecido por GTA IV nas plataformas domésticas. No entanto, os irmãos Houser (criadores da série) e a equipe da Rockstar estão trabalhando duro para dar aos gamers uma apresentação estilosa - graficamente falando - e um enredo de ponta, ambientado na mesma Liberty City de GTA IV.

Tudo gira em torno do bairro oriental "Chinatown", ou seja, no mínimo haverá conflitos familiares - entre máfias locais - e intrigas que envolvam sede por vingança, tal qual nos outros títulos da franquia.

O legal é poder utilizar os recursos do DS para se divertir na cidade : a touch screen permitirá que desenhemos o trajeto desejado para que o PDA indique o caminho mais correto. Atalho indispensável, diga-se de passagem. Outra coisa bacana é a possibilidade de usar o microfone da parafernália : basta assobiarmos (sim, de verdade) para que um táxi encoste, por exemplo. Haverá mais funcionalidades, mas a Rockstar se conteve para não estragar surpresas.

É esperar pra ver, e eu tô confiante. Nenhum GTA sai errado : todos dão certo e vendem que nem pãozinho quente de manhã na padaria. Todos, sem exceção.

Abrátzo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Momento didático (clichê) - reforma ortográfica do português

Foi aprovada no ano passado e começa a valer este ano : as mudanças na língua escrita do nosso português vão confundir muitos durante muito tempo. Pode me colocar bem no topo dessa lista, pois sou bem ortodoxo e, particularmente, preferia as coisas do jeito que estavam. Mas devemos nos adaptar.

A pior parte para mim foi a exclusão do acento agudo nos ditongos éi e ói, comuns em palavras paroxítonas, aquelas em que a penúltima sílaba leva acento. É muito estranho escrever alcatéia, platéia, odisséia, paranóia, jibóia, jóia, dentre tantas outras palavras, sem acento. Jóia ! Joia. Aff....e aí, jôia ? Haha, não gostei nadica, só que é preciso se acostumar. Mas atenção : essas mudanças só valem para a língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada.

Até agora, na verdade, não consegui me adaptar a todas as mudanças, sempre tenho que recorrer a algum livreto para consultar as dúvidas corriqueiras que porventura possam surgir. É claro, se tudo continuasse como antes, supimpa; mas as coisas mudaram, numa pretendida unificação da ortografia dos países que tenham o português como idioma oficial. De cabeça, logicamente, vem Portugal e Brasil, mas me lembro também de Moçambique e Angola, países que têm o sotaque bem diferente do nosso. A escrita é parecidíssima, e esses acentos já não existem lá também.

Mas nem só de críticas vivem as mudanças : o alfabeto passa a agregar as letras K, W e Y. E a extinção da trema também é bacana, pois simplesmente facilita a escrita daquelas palavras que nos interrogavam sobre o uso ou não da trema. Ainda bem que não afeta a fala, senão pronunciaríamos consekência, frekência, sekestro, trankilo...hehe.

O circunflexo é outra espécie em extinção : nada de acento nas junções êem e ôo(s). Dêem, crêem, lêem, vôo, enjôo...tudo isso não tem mais acento. Também veio a nosso favor, porque era fácil se confundir : "o circunflexo vai no primeiro 'o' ou no segundo ? Como ?". Simples : não há mais acento.

O hífen também recebeu mudanças. Regra que não dá pra esquecer : sempre usar hífen diante de h. Super-homem, mini-hotel, por aí vai. Vou explicar a curto e grosso modo para não ficar difícil, pois essa parte dos hífens é bem chatinha. Continuando : sem hífen quando as vogais forem diferentes. Exemplos : autoescola (prefixo "auto", terminado com "o", e sufixo "escola", que começa com "e", ou seja, vogais diferentes, junta tudo!), anteontem, infraestrutura etc. E quando as vogais são iguais, simples : põe o hífen ! Micro-ondas (pois é, tá separado agora), contra-ataque, anti-inflamatório etc.

A mesma regra vale para consoantes : se forem diferentes, deixa tudo junto. É o caso de intermunicipal, supersônico (pois é, sem separar ! Estranho, não é?) etc. Direitos iguais : se as consoantes forem iguais, separe com o hífen. Veja : inter-regional, hiper-requintado etc. Só é chato, mas não tão difícil. O pior é ter que se lembrar dessas mudanças na hora H. Só o convívio vai nos habituar a isso.

A pegadinha "mór" vem agora : quando o prefixo terminar em vogal e a continuação começar com r ou s, duplicam-se essas letras. Veja a diferença na escrita : ultra-som virou "ultrassom"; mini-saia virou "minissaia"; semi-reta virou "semirreta", e por aí vai. Isso é complicado, mas, se você observar bem, verá que não é tão difícil. É só lembrar : r ou s, tira o hífen e duplica. Pronto.

Agora não vou lembrar todos de cabeça, mas usa-se sempre o hífen em prefixos como ex, pós, recém, pré, pró...ou seja...você sempre vai escrever ex-marido, pós-vendas, pré-compra, pró-ativo, recém-nascido etc.

É, eu disse que não era a mais difícil, e sim a mais chata. Eu vou demorar um bocado para me acostumar a tudo isso. É bom sempre ter um guiazinho por perto...

Ufa ! Se tiver mais, eu aviso.

Abrátzo

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

(Minhas) Primeiras impressões do novo Prince of Persia

E a Ubisoft mudou da água pro vinho com o novo príncipe das arábias. Não que esteja estranho, longe disso, está apenas, humm, diferente. Ou excêntrico, como prefiram, mesmo conceito que o consagrado da arte "Okami" recebeu.

Será que são os gráficos em cell-shading que causam essa impressão ? O fato é que o visual cartunesco realmente dá um ar inovador pra coisa. Parece que revitaliza a série ou a diferencia da concorrência. O novo game da Ubisoft, que não tem nenhuma relação com a trilogia anterior, prova que é possível ser diferente sem ser chato ou boçal.

Desta vez, o herói conta com a ajuda da parceira Elika, que, particularmente, foi a carta na manga da Ubisoft Montreal : a interação entre os dois personagens é incrível. Interação que digo é tanto a ativa, em que temos de apertar certos comandos para acionar a ajuda da companheira, como a passiva, em que simplesmente apreciamos os diálogos entre os dois personagens, com excelente dublagem. A história, aliás, não seria nada sem eles : tudo é explicado pra gente através da comunicação entre os dois heróis, além das cut-scenes (em tempo real) sensacionais.

Ainda não passei por muitas lutas, mas, pelas poucas que tive, percebi que elas estão realmente mais "profundas", termo que a própria Ubisoft utilizou para divulgar o game antes do lançamento. Os botões, se apertados na sequência correta dos combos, desencadeiam uma série de movimentos acrobáticos que agradam os olhos de quem vê. É um verdadeiro colírio : o príncipe salta, desce com espadada, utiliza o corpo do inimigo para tomar impulso e retorna com outro golpe, por aí vai. E tudo isso intercalado por cenas de ação em câmera lenta, muito legal. Não vi nada de "combates chatos", como li por aí. So far, so good.

O game empolga marinheiros de primeira viagem, pois é relativamente fácil (pelo menos até onde cheguei) e os comandos são bastante amigáveis. Há muita exploração e itens escondidos para os que gostam de longevidade. Vale a pena conferir !

Abrátzo

sábado, 10 de janeiro de 2009

Correção para Gears 2 anunciada, finalmente !

Ufa ! Gears of War 2 é um épico dos games, nasceu reluzente, mas os bugs presentes no jogo - principalmente nas partidas multiplayer - são um verdadeiro estorvo. Chegam a ser martirizante.

Jogando no modo co-op, por exemplo, o desconforto é onipresente. Graças ao auxílio do meu caríssimo amigo Thiago - vulgo Adonis kill -, que também sugeriu a publicação deste post, deu pra fechar a obra na dificuldade "Insane", que, como a própria denominação sugere, é insanamente irritante - em alguns pontos é bem frustrante, mas nada que uma tentativa atrás da outra não resolva.

E é justamente no modo co-op que o game perde um pouco do brilho : bugs primários se manifestam nas mais variadas formas. Joguei como Dom e, em alguns trechos, ele simplesmente voava. Aí eu ia parar na outra ponta da fase, sem mais nem menos. E quando estávamos em algum trecho em movimento, como o barco flutuante ? O cara andava todo bugado, parecendo a Samara do filme "O Chamado". Credo....pior mesmo era quando a sniper ficava com munição ilimitada. Poxa, ótimo ! Mas espera. Foi dar o primeiro tiro para perceber que minhas balas simplesmente não atingiam o Locustzinho....ou seja, a arma ficou ali na minha mão, bugada, com munição infinita e indolor. Há !

São inúmeros os trechos em que eu falava pro Adonis : "ah, volta, volta, tá bugado, buguei aqui". A recíproca é verdadeira, pois quando não era comigo, era com ele.

Tomara que essas complicações estejam com os dias contados, pois a Epic anunciou uma atualização que promete corrigir ou minimizar os bugs. Deve ser disponibilizada em breve na Live.

Agora meu vocabulário de palavrões foi praticamente gasto com os bugs pelos quais já passei, mas beleza, bora jogar de novo depois.

Serrar relaxa.

Abrátzo

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Caçamba....retorno às aulas no dia 19 já (de janeiro!)

"Eita!". Foi o que eu disse à menina da recepção quando esta me informou que as aulas (pelo menos da minha faculdade) teriam início no dia 19 de janeiro.

Fala sério. É praticamente no meio das férias. Todos os meus amigos só devem retornar em fevereiro, sem falar nos que só vão ver a lousa depois do carnaval.

Não que eu não goste, longe disso, mas janeiro é o típico mês que nos remete a games, vida caseira, madrugadas sanguinolentas em Gears of War, headshots no Call of Duty 4, saídas com os amigos...aaahh !

Bom, bora voltar pra gramática mais cedo. Ainda bem que o negócio me instiga.

Abrátzo e feliz férias (pra quem tem mais!).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Console mais jogado nos EUA em 2008? Playstation 2 !

E é difícil de acreditar, mas é a mais pura verdade. A fonte vem da Nielsen, empresa de pesquisa de mercado que apontou 31,7% dos norte-americanos jogando play 2 no decorrer do ano passado.

O que mais indaga é o fato da nova geração estar disponível desde 2005, ou seja, tem Xbox 360, Playstation 3 e Wii há anos já, mas isso não inibiu a jogatina incessante do playstation 2 até agora !

Impressionante o poder da carcacinha mais vendida da Sony. O bicho não vai aposentar nunca, e tem game sendo lançado pra ele até hoje. A própria EA já afirmou, há uns tempos atrás, que iria lançar alguns games para playstation 2 até 2010. Eu acho que, mesmo depois, a galinha dos ovos de ouro da Sony não vai ficar de lado não. Pelo menos não tão cedo.

Ainda segundo essa pesquisa, que é anual, o Xbox 360 ficou logo atrás, na segunda posição, com 17,2% das horas jogadas pelos norte-americanos. Pelo menos nisso, o Wii não liderou : ficou com 13,4% num terceiro lugar.

Nas últimas posições, mas não menos importantes, estão o primeiro Xbox e o Playstation 3. Exatamente, meus caros, nessa mesmíssima ordem : o primeiro Xbox ficou à frente do poderoso PS3, com 9,7% numa quarta colocação. O console que dá prejuízo pra Sony a cada unidade vendida ficou em quinto lugar, com 7,3% das horas jogadas. Ai.

A coisa deve mudar de figura agora em 2009, já que tem uma batelada de títulos de peso pra sair. Nem vou começar a citá-los, mas Resident Evil 5 e Final Fantasy XII devem consumir muuuitas horas de nossos dias.

Que venham ! Adoro o meu play 2, mas ele está desligado da tomada há um tempão já. Quando bate aquela vontadinha de esmagar botões jogando God of War, ligo de volta. É inesquecível.

Abrátzo