terça-feira, 30 de dezembro de 2008

E agora, feliz ano novo, não é ?

Perú assado já foi, agora é champagne !

Excelente reveillon pra todo mundo. Muita paz, saúde, amor, sucesso, grana, games, gramática, burger king...e tudo de bom na passagem do ano !

Naturalmente, como quase todo o planeta vai fazer, a farra deve durar até o dia 4, domingão. As coisas só devem voltar aos eixos no dia 5, segundona, mas o trem, como todo ano, só volta a engrenar depois do carnaval.

O blog deve ficar de molho até o final dessa semana. Na volta tem mais !

Abrátzo

domingo, 28 de dezembro de 2008

Dá pra pedir pizza pelo Wii agora ! Mas só no Japão, e no primeiro semestre de 2009

Parece mentira, mas uma companhia japonesa chamada "Yume no Machi Sôzô linkai" disse que pretende implantar um sistema de pedidos e entregas de comida no segundo trimestre de 2009 no Wii ! Sério ! Mas só lá no Japão por enquanto.

A empresa já tem o seu próprio serviço online, o "Demae-kan", tradicional na internet nipônica. Agora, eles querem implantar esse mesmo serviço em um dos canais interativos do Wii, que já tem o News Channel, aquele que transmite notícias mundiais 24 horas por dia, todos os dias, e o Forecast Channel, que faz previsões climáticas. Isso sem falar que o console também acessa a internet via wi-fi. Agora, terá também um canal para pedir comida.

Caraca, esses japas têm um conforto invejável mesmo....imagina só, você tá lá navegando no Wii, tranqüilo...aí bate aquela fome fatale. Ah, deixa eu ver o que vou pedir hoje...é só dar uns cliques no Wiimote e pronto, dali a meia hora tem uma pizza na sua porta. Caçamba ! E o serviço tem opções em mais de 8 mil estabelecimentos, entre pizzas, sanduíches, a típica culinária nipônica (ah, temaki...) e até cardápio chinês.

Ouvi dizer que o canal vai contar também com serviços de redes internacionais famosas, como Pizza Hut e KFC. AH, NÃO ! Vou ter que ir pra lá. Vou ter que ir. Isso é simplesmente a minha cara. Aquele frangão de balde do KFC é insubstituível, e nem tem mais aqui no Brasil.

Bom, se for pra comer junkie-food fico com o Burger King mesmo...

Abrátzo

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal !

E muitos games ! Acho que o título já sintetiza.

Como eu já disse anteriormente, foi um ano muito bom que se encerrou com chave de platina para os games, apesar dos pesares (vide retrospectiva 2008).

A todos os queridos seguidores do meu blog, gamers, visitantes casuais, ardorosos gramáticos e leitores triviais : Feliz Natal ! Muito chester e perú assado pra vocês. Ah, e coca também.

O blog deve ficar um tempinho sem postagens novas, já que viajo na véspera e volto só no final da semana. Mais games e português para todo mundo depois.

Tudo de bão e até a volta !

Abrátzo

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Momento didático - a questão dos porquês (porque/porquê/por que/por quê) e do uso do termo "medíocre"

Essa é bem fácil, lição bem light, mas prega peças e não deixa de ser importante. Ainda mais porque alguns "porquês" pedem acento circunflexo, e isto pode dificultar a vida do mero escritor no momento crucial.

Existem quatro tipos de "porquês", empregados, em determinadas ocasiões, com ou sem acento. Tudo junto ou separado. Sim, existe aquela tese manjada em que deve-se usar o "por que", assim separado, quando se trata de uma pergunta; e o "porque", assim tudo junto, quando se trata de uma resposta ou afirmação. Mas não é só isso : existem algumas variantes aí no meio.

As quatro versões são "porque, porquê, por que, por quê". Como bem sabemos, "porque" é a conjunção causal ou explicativa. Veja : "não enfrentei o chefão porque estava fraco". É a forma natural e comum de se responder a alguma pergunta ou afirmar qualquer coisa. Nesta ocasião, sempre junto.

Mas existe o termo com acento, que é o "porquê", e isso ocorre quando ele está substantivado : "não entendi o porquê dessa matança". Perceberam o artigo "o" antecedendo "porquê" ? Pois é, justifica o acento. Sempre que vier antecedido do artigo "o" ou "um", leva acento ! Simples, não ?

Há também o "por que", aquele que usamos em frases interrogativas diretas ou indiretas. A direta é fácil : "por que você joga tanto videogame?". Tranqüilo, é o que aprendemos na infância. Mas o que pode passar batido é o uso do "por que" em perguntas indiretas, que muita gente confunde com afirmação : "eu gostaria de saber por que você decepa os inimigos". Viram só ? Não associem o ponto de interrogação ao "por que" separado, como único motivo para usá-lo, pois a pergunta indireta, aquela "lançada no ar", também vai com "por que". Outro exemplo : "não sei por que este jogo é tão difícil..."

Dica rápida : toda vez que você conseguir encaixar o termo "por que motivo", já sabe que deve ser separado. "Não sei por que motivo este jogo é tão difícil" ou "eu gostaria de saber por que motivo você decepa os inimigos". Com ou sem interrogação, é um questionamento, e não uma afirmação. Deve ficar separado.

Aí tem a versão acentuada, o "por quê", que só ganha este circunflexo se estiver no fim da frase : "Parou por quê?". Mais um : "Você dizimou todos os civis e não deu conta do Cerberus. Por quê?"

Para não ficar medíocre, é melhor aplicarmos essas regras. Ah, aliás, muito cuidado com este termo : hoje em dia, tem carga pejorativa. Um desempenho medíocre não é mais um desempenho mediano, e sim um desempenho ridículo, abaixo da média. Portanto, evitem substituir o termo "mediano" ou "razoável" por "medíocre", pois não são mais sinônimos.

"Medíocre" é como a própria sonorização da palavra sugere : é algo tosco, ruim, totalmente abaixo das expectativas. Evitem, a menos que queiram humilhar o ouvinte.

Mas aí a elegância vai pro saco.

Abrátzo

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Agradecimentos [2]

Venho através deste post para novamente vos agradecer pelo interesse em visitar o meu blog.

Não vou citar nomes e/ou alcunhas de pessoas específicas, porque todos são importantes. Cada um que clica no link do meu blog por aí ou amigos que lêem com freqüência fazem a diferença, afinal, o ibope é essencial. E vocês fazem isso !

Nesta quinta-feira devo postar mais um momento didático a pedidos. Só não o faço agora porque ainda tenho que me aventurar pela selva barbada que se encontra no meu rosto e se estende até o pescoço. A missão é serrar tudo, e isso toma um tempo danado. Às vezes, mais do que uma hora. Depende das condições.

Mais uma vez, obrigado a tooodos e continuem visitando !

Games, games, gramática, games, games, games, gramática, clientes, games, games...

Abrátzo

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008

Foi um ano com muitas novidades que alavancaram o mercado de games, e outros feitos não tão relevantes ou que desapontaram um pouco pela falta de grandiosidade, que foi o caso da feira E3, considerada outrora como a maior do mundo, mas que, de uns anos pra cá, adotou um padrão mais contido e restrito. No entanto, segundo os organizadores da feira e das softhouses, ela deve voltar ao formato "mega-ultra grandiosa e maior feira de games do mundo" no ano que vem.

Games bons não faltaram. Deu pra encher a bandeja do Xbox 360, do PS3 e do Wii à vontade. Os candidatos a jogo do ano estão aí, e os mais fortes são Metal Gear Solid 4, Gears of War 2, Call of Duty 5 (World at War), Fable 2, Fallout 3, GTA IV e LittleBigPlanet, este último uma ótima surpresa da Sony, exclusivo para o PS3, que mostra que boas idéias não precisam ser desperdiçadas em decorrência do tiroteio sanguinolento que domina todos os outros gêneros. O principal : o game mostra que sempre há criatividade para coisas novas que ainda não vimos, sempre existem saídas que tornam um game único e cheio de idéias interessantes sem utilizar tripas e cabeças degoladas para agradar. O jogo é um criador de plataformas que tem uma sólida jogabilidade, com personagens carismáticos e várias tiradas engraçadas. É jogar pra ver.

Alguns acessórios marcaram época também. É o caso do Wii Fit, que atraiu gerações de todos os tipos, gente de todas as idades e públicos de todos os gostos. A procura pelo dito cujo fez as vendas do Wii aumentarem significativamente, em escala mundial. Sem falar que a popularidade do console da Nintendo triplica a cada dia, tanto pelos acessórios interativos quanto pela variedade casual de games. Fazer ginástica no meio da sala, jogando videogame, é algo que poucos conseguiram inventar com tanta astúcia.

E olha, vocês me conhecem, sabem que gosto de todos os consoles, não puxo o saco de um e nem de outro. Apenas estou relatando o que vejo se refletir diariamente nas vendas. Crianças, velhinhos, pessoas que nunca ligaram pra games...se apaixonaram pelo Wii Fit e pelas funcionalidades do Wii. Fazer ioga, esquiar, correr, jogar boliche, praticar boxe, baseball...com tanta fidelidade ao universo real, o nosso, foi um feito sem precedentes da Nintendo. E isso se reflete nas vendas : o Wii praticamente atropela a concorrência há mais de ano já.

Ano bom para o Xbox 360 também, principalmente por causa do New Xbox Experience, ou, em outras palavras, graças à nova interface de navegação do console, que agora ficou totalmente tridimensional e nos agraciou com os famosos avatares, aqueles bonecos que você cria com a sua fisionomia. Além disso, ficou possível gravar os jogos no HD (finalmente!) a fim de preservar a vida útil do canhão de leitura dos jogos, que fazia aquele "vvvuuuuuu" bem chato quando estávamos jogando. E isso evita também o superaquecimento, já que a mídia fica paradinha ali na bandeja. O console fica quietinho, silencioso, é bem melhor. Nem preciso dizer que Gears of War 2 é praticamente motivo de compra do Xbox 360 e alavancou um bocado as vendas do console. Ah, tem mais uma coisa importante : agora dá pra abrir uma sala de chat com até 8 pessoas. Antes, só duas pessoas conseguiam conversar ao mesmo tempo. Agora são oito simultaneamente !

O PS3 continua lutando para ganhar mais credibilidade no mercado e atacou com exclusividades como LittleBigPlanet, que foi muito bem recebido e é fortíssimo candidato a jogo do ano, e Resistance 2, que já levou um 9,5 no IGN e consagrou o shooter como um dos melhores desta geração. Você só o encontra no PS3. Aderindo às tendências do mercado, o PS3 inaugurou recentemente o "Playstation Home", uma espécie de comunidade virtual à base de avatares, onde é possível personalizar seu boneco, levá-lo ao cinema para assistir trailers de jogos (de verdade!), além de poder jogar minigames de boliche, sinuca etc. Tudo num salão de jogos, como se fosse uma "cidadezinha" virtual mesmo. Ah, detalhe : a novidade é totalmente gratuita. A Sony só cobrará por possíveis acessórios e roupas que devem surgir subseqüentemente, mas, por enquanto, é tudo de graça.

Os portáteis continuam bem, obrigado. O Nintendo DS ganhou uma atualização recentemente no Japão, com previsão para 2009 no Ocidente, que é o Nintendo DSi, um novo formato do portátil que agora tem como adicional duas minicâmeras e entrada para cartão de memória SD, permitindo o download de softwares para o portátil. Ainda é novidade, mas sabe-se que será possível navegar em uma lojinha virtual da própria Nintendo para adquirir jogos, trailers, imagens, entre outros, tal qual uma Apple Store do iPhone.

O PSP também ganhou um update com o novo modelo denominado PSP-3000, que agora traz uma tela com melhor qualidade de imagem e tecnologia anti-reflexo para melhorar a visualização em ambientes mais claros. Além disso, o tempo de resposta está menor, com 2 ms. Ótimo. A única crítica fica por conta da duração da bateria, que diminuiu um pouco por causa da melhoria na capacidade de mostrar mais cores. Ah, e tem microfone embutido. Pequenas coisas que podem fazer grandes diferenças, aquela velha história.

Bem, o PC acho que dispensa comentários, já que continua muitíssimo bem, principalmente no Brasil, em que os games lançados têm outra taxação de impostos, a mesma que os games para consoles deveriam ter. Tudo para PC é mais barato por aqui. Tem lançamento que chega a custar 59,90, que foi o caso de Crysis Warhead, um dos games que sempre estão no Top 10 dos mais vendidos. O anúncio de Diablo 3 deixou os fãs com brilho de ansiedade nos olhos. Teve a conferência da Nvidia no começo do segundo semestre na Califórnia, a NVISION 08, inédita, que fez apresentações explorando o potencial de GPUs, placas de vídeo etc. E a tendência é só melhorar.

Os jogos third-parties não podem deixar de ser citados, que é o caso do novo Prince of Persia, Far Cry 2, Midnight Club : Los Angeles, Mirror's Edge e o novo game da Lara Croft, Tomb Raider : Underworld, entre outros. Tivemos o retorno da dupla Banjo e Kazooie num game da Rare não tão marcante quanto o primeiro, mas bastante competente para o Xbox 360. A EA se destacou no gênero do terror com o ótimo Dead Space, que veio para ficar e já tem seqüência confirmada. Bem, acho que nem preciso falar de GTA IV, que, na minha opinião, deve ser o jogo do ano. É o mais imersivo, grandioso, longevo. E olha que sou fissurado por Metal Gear, outro que deve ficar entre os primeiros, mas GTA IV atende mais aos quesitos da taça. Vamos ver, porque tem LittleBigPlanet, que faz o típico "jogo-família". Pode ser que não seja nenhum destes também. É aguardar para saber o veredicto.

Ah, antes de terminar, não posso me esquecer do anúncio do Zeebo da Tectoy, console 100% nacional (fabricado na Zona Franca de Manaus) que deve ser lançado no meio do ano que vem e pretende competir com o PS2. Ele será um videogame DO BRASIL comercializado no mundo inteiro. Para quem não sabe, a premissa do console é não usar mídias físicas para jogar, e sim baixar jogos numa rede 3G proprietária, a ZeeboNet3G, em parceria com a Claro. Tudo será armazenado no HD do console. Vamos aguardar !

No mais, fazendo um balanço geral, foi um ano com riquíssimas novidades e novas franquias muito bem-vindas, tal qual em 2007. Parece que um ano é melhor que o outro. Tem game para todos os gostos : é só juntar uma grana, entrar e escolher o que mais te agrada.

Como eu sempre digo : é divertido demais para economizar.

Abrátzo

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

25 Wiis vendidos para uma única cliente...vai ficar pra história. Pagamento? À vista

Exatamente, meus caros. Nem eu acreditei na venda, que foi feita por outro gamer (também). Grande Dani.

A cliente - gente fina, como tudo conspira - perguntou se era possível adquirir 25 peças a serem enviadas para Recife. Nem perguntamos o porquê, apenas fomos atrás dessa quantidade solicitada, que nem tinha no estoque. Para ser mais preciso, apenas 9 Wiis estavam estocados no depósito. O jeito foi pedir uma transferência de outras filiais com uma certa urgência para não perder a venda.

E é claro que a moça pediu desconto, nada mais justo. Desta vez, nem tiro a razão. Pô, como todos bem sabem, o preço do Wii em revendas oficiais é de R$ 1.999,00. Logo, esse valor multiplicado por 25 peças...é, dá um valor beeem alto. Deu pra negociar o trâmite e todo mundo ficou feliz.

Ah, o valor da compra foi depositado mesmo. Sim, pra quê cartão ? Depósito direto do valor total, opção da cliente. Yes, à vista.

O promotor da Nintendo que fica na loja demonstrando o Wii pirou. Ele já havia falado sobre o Wii Fit com a cliente, que acabou comprando essa quantidade de consoles depois. Aliás, ele estava praticando ioga quando ficou sabendo que a venda foi de fato concretizada. Ficou tão eufórico que perdeu na hora, mas, em compensação, bateu o recorde naquele de fazer flexão, tamanha a empolgação. Afinal, depois dessa, o cara tá com o filme produzido. Me disse que quando contou ao supervisor, este teve orgasmos platônicos também. Merece uma promoção !

"Vai ficar pra história", foi o que o supervisor dele disse. Daí o trecho da frase que intitula esta postagem.

Nem dá pra acreditar que é tudo verídico...

Abrátzo

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Tá certo que somos "alienados"...mas quando essa crise global ameaça a integridade dos games, preocupa !

Foi a notícia bombástica de que a Sony demitiu 8.000 funcionários das suas instalações no Japão que me causou enorme preocupação e me indagou com a cabalística : até que ponto essa crise global financeira pode atingir a fortaleza dos games ?

A demissão em massa foi feita em decorrência dessa crise, oras. Palavras de um executivo da Sony. Antes fosse Ken Kutaragi, aquele meio arrogante que ninguém gosta muito, ex-presidente da Sony. Não tenho nada contra ele, que sempre adorava exibir o PS3 afirmando que o console é superior a todos os outros e será o vencedor desta geração. Com a situação atual da Sony e a chuva de ácido da crise, é um feito difícil perante os fatos e o sucesso mundial do Wii, cada vez mais crescente. Sem falar no 360, que cada vez mais ganha notoriedade entre os orientais.

Os caras da Sony declararam que querem cortar gastos diminuindo planos de investimento que não dão mais frutos e desativar negócios que não estejam mais em andamento. É economizar mesmo...tanto porque as ações estão instáveis quanto porque o crédito está baixo. São tempos difíceis mesmo. Época de vacas magras. Momento de tensão, calafrios e medo. Já até falaram em fim do mundo.

Creio que essa maracutaia deva afetar as divisões de entretenimento da Sony, é algo subseqüente à crise. E isso inclui a família Playstation e o portátil PSP, agora, até onde, ninguém sabe. A Sony apenas afirmou que pretende "se adaptar ao ambiente de negócios", mas as coisas não vão lá muito bem.

Vamos torcer para que nada grave chegue aos nossos consoles. Ou torcer para que algo simplesmente chegue, e não deixe de chegar.

É como dizem : se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. E a crise está exatamente assim.

Abrátzo

domingo, 7 de dezembro de 2008

Banjo-Kazooie, um clássico do N64 disponível na Live

Ahh, como fiquei feliz quando me conectei à Live e entrei na seção Arcade para verificar as novidades e me deparei com...Banjo-Kazooie ! Apesar do adiamento, a Microsoft e a Rare cumpriram o prometido e disponibilizaram, no dia 3 de dezembro, este inesquecível game que se tornou uma franquia e ajudou a construir o legado da Rare, que agora pertence à Microsoft.

Como todos sabem, o Banjo que acabou de sair, este produzido pela Rare da Microsoft, e não da Nintendo, se destaca pelo uso de automotivos para a locomoção do urso e da ave. Causou estranhamento no início, mas a mecânica funciona : dá pra montar avião, lancha, jipe...e tudo que for possível com as parafernálias utilizadas para tal montagem, encontradas nos gigantescos mundos do game. São tão "gigantescos" que os automóveis se tornam necessários para a exploração minuciosa de cada fase.

É tudo de bom, mas não supera o original neeeem de longe. O Banjo do N64 é marcante justamente pela sua simplicidade : coletar peças de quebra-cabeça nos mundos fofinhos do estilo único e marcante da Rare A PÉ, explorando tim tim por tim tim, é algo difícil de se plagiar nos dias de hoje. Sem falar no fator "vício", que te deixava preso por horas a fio vasculhando cada cantinho dos mundos em busca dos Jinjos, das notas musicais, das caveiras...

Nem hesitei em desembolsar 1.200 MS Points para adquirir esta pérola. Para quem não é da época, fica aqui minha recomendação : não percam esta oportunidade e baixem o Banjo-Kazooie. Aí, depois que terminarem o game, partam para o novo Banjo, o Nuts & Bolts. Vocês vão entender por que o antigo Banjo é melhor.

Abrátzo

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Jogo de Wii que ninguém nunca ouviu falar leva nota máxima na Famitsu

Aquela consagrada revista de games japonesa, a "Famitsu", famosa por sua exigência em relação aos games e temida por suas análises, deu nota máxima a um jogo recém-lançado pela Sega para Wii, intitulado "428 ~Fuusa Sareta Shibuya de~", produzido pela Chunsoft (???). Não me arrisco a pronunciar isso aí não...

Peguei este nome no site que divulgou a notícia (www.outerspace.com.br), e o propósito do game me chamou a atenção. Na verdade, despertou a curiosidade : o jogo é um "adventure" desenvolvido integralmente em trechos filmados, ou seja, tudo que você vê são pessoas de verdade, rostos humanos, animais reais, como se o game fosse um filme interativo. Nada é virtual ou poligonal.

O estilinho do jogo é bem nipônico mesmo, coisa difícil de se vender aqui pelo ocidente. Porém, com essa repercussão positivíssima da Famitsu, é possível que a Sega mude de idéia e pense em lançar o game por essas terras, já que ele ainda está restrito somente ao Japão.

Sei que a Famitsu é um dos veículos de games mais respeitados do mundo, e deu nota máxima a pouquíssimos jogos. De cabeça, me lembro que "Zelda : Ocarina of Time", "Final Fantasy XII" e "Nintendogs" foram alguns dos privilegiados, mas tem mais. A avaliação é feita por quatro analistas que dão uma nota de zero a dez, totalizando 40 pontos no veredicto final. "428 ~Fuusa Sareta Shibuya de~" levou os 40.

Pelo que li, o game coloca o jogador na pele de um detetive, uma escritora freelancer, um gato-mascote e mais alguns outros personagens no distrito de Shibuya, em Tóquio. Parece que o enredo foi o estopim para a nota máxima, já que o game deve envolver o jogador tal qual um filme o faz.

É, tô curioso pra ver. Com essa nota, provavelmente a Sega vai lançar por aqui. Ela não seria cega de não fazer isso...


Abrátzo

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Prince of Persia renovado

Depois da saga "Sands of Time", a franquia "Prince of Persia", revitalizada pela francesa Ubisoft, passa por mais uma metamorfose. E a tendência é só melhorar, a exemplo da recente trilogia do príncipe das arábias.

Parece que os gráficos em cel-shading (aqueles que lembram desenhos animados ou estilos em HQ) estão se tornando um padrão quando o veredicto pretendido é o game em forma de arte, com design inovador e cenários profundos, além de ter um quê cartunesco.

A história iniciada em "Sands of Time" teve um começo, meio e fim com desfecho conclusivo, e não aberto ou cheio de ganchos para eventuais continuações. A trilogia recente apresentou as principais características que consagraram aquele Prince of Persia beeem antigo, jogado através do MS-DOS, ou seja, era cheia de espinhos brotando do chão, pulos mirabolantes e ação com espadas.

Depois que a Ubisoft anunciou este novo Prince of Persia - que não tem subtítulo - todos ficaram receosos, já que a saga recente foi bem conduzida. Seria difícil fazer algo melhor ainda, não seria ? Parece que não, ainda mais depois dos trailers exibidos até agora.

O game, que chegou nesta terça (02/12) às prateleiras norte-americanas, tem batalhas "profundas" e gráficos surpreendentes, que lembram "Okami", o clássico contemporâneo em forma de arte. O enredo é absolutamente inédito e não há referências ao antigo príncipe até agora. O novo protagonista conta com a ajuda de uma companheira que ainda desconhecemos, além de uma espécie de luva que funciona como uma garra, talvez para ajudar nos trechos acrobáticos do herói.

É esperar para ver. Acho que a repercussão será positiva. Fiquem com este vídeo de divulgação do game, exibido logo após o seu anúncio.

video

domingo, 30 de novembro de 2008

Momento didático - "senão" ou "se não" ? Isso não tem nada "haver" ou "a ver" ?

E este post dá início aos momentos didáticos "escritos", e não somente falados. O que é não menos importante, não é mesmo ?

Dá pra sintetizar a explicação de um jeito bem fácil e simples, senão eu nem estaria aqui escrevendo. É, exatamente, "senão", assim, tudo junto. Os famosos "senão" e "se não" confundem todo mundo, todos os dias. Pra falar é fácil, não fica explícito; mas na hora de escrever o bicho pega.

O termo "senão" pode ser empregado em quatro situações diferentes. Vou colocar um exemplo para cada situação para ilustrar melhor :

"Senão" pode ser também "de outro modo, do contrário", indicando o inverso. Algo como : "mate o Locust agora, senão é ele quem vai te serrar" (do contrário, é ele quem vai te serrar).

"Senão" pode significar "mas sim, porém", como se diminuísse um tom. Veja : "não havia motivos para você decepá-lo, senão matá-lo" (mas sim matá-lo, porém matá-lo).

"Senão" exerce função de conjunção restritiva, assim como "apenas, somente". É bastante comum em trechos como "não se via nada senão tripas e cabeças degoladas" (não se via nada, apenas tripas e cabeças degoladas ou somente tripas e cabeças degoladas).

"Senão" pode indicar defeito ou falha. É raramente usado com esta finalidade. Ainda assim, não deixa de existir : "não houve um senão no jogo" (não houve nenhuma falha no jogo, não houve nenhum defeito no jogo).

Partindo para o "se não", é simples : é a conjunção condicional "se", que é igual a "caso", + o advérbio de negação "não" usados naturalmente. "Se não chover amanhã, vou colocar a TV no quintal e jogar Wii Fit" (caso não chova amanhã).

Tem tudo a ver, não é ? A ver. E não "haver". "Haver", oras, é o verbo. Não tem nada a ver usar "haver" erroneamente. "Vocês têm tudo a ver", é o que costumamos dizer educadamente a um casal bonito. E que está ortograficamente correto também. Se usarmos o verbo, aí é outra coisa, completamente diferente : "Vai haver confusão quando o outro clã virar o jogo" (vai ter confusão quando o outro clã virar o jogo). "Haver" exerce sentido de "ter, existir".

Dá pra colocar tudo numa sentença ? Tcho tentar : "Vai haver discordância entre esses dois, eles não têm nada a ver um com o outro. É melhor se separarem agora, senão vão brigar feio ! Se não sair o xbox 360, sai o play 3. Os dois no mesmo lugar não dá !"

Pensavam que era briga de casal, né ? Ué, videogames podem atuar em par, mas nem sempre no mesmo ambiente.

Microsoft e Sony é treta na certa.


Abrátzo

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Estarland é o canal !

Tá duro de sustentar os consoles da nova geração ? Descobri um canal de vendas internacional bem legal, quer dizer, um amigo meu que indicou o starland. Ops, é "E"starland ! Ou www.estarland.com.

Eu sempre tive receio de usar cartão de crédito internacional para comprar nesses sites que enviam para o mundo todo. Até porque nem possuo um cartão desses...o jeito foi pegar emprestado, hehe.

Mas meu caro amigo Samuel, da Nintendo, falou tão bem do negócio que me convenceu a fazer um teste e perder esse receio. E a coisa deu certo : a cobaia foi o jogo Banjo-Kazooie : Nuts & Bolts, excelente adaptação da antiga franquia da Nintendo para o Xbox 360, produzido pela querida Rare, que fez os melhores jogos da nossa infância nos tempos áureos do N64.

E o jogo, ainda mais por se tratar de um lançamento, não sai por menos que 180, 190 reais em terras tupiniquins. Pois é, custou 45 dólares no estarland, ou R$ 101,25 com o dólar cotado a 2,25. Exatamente. 100 pilas. E já está incluso o frete neste preço, viu ? O jogo custou meros 37 dólares, e o frete, 8 dólares para o Brasil no procedimento comum de envio, que leva uns 15, no máximo 20 dias para chegar. E funcionou ! O processo é tranqüilo e te guia automaticamente ao Pay Pal, que é o sistema de pagamento para cartões de crédito internacionais.

O único empecilho é o fator ansiedade mesmo. Às vezes, para um game muito aguardado, esperar 15 dias pode ser martirizante.

Mas vale a pena pela economia. Pelo menos dá pra gastar o resto em bonequinhos, aqueles action figures.

Abrátzo

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Análise : Dead Space

Acho que a EA ganhou mais o meu respeito com esta pérola de horror que saiu há pouco tempo. Uma softhouse não vive só de "EA Sports", The Sims ou Spore, não é mesmo ? E a dita cuja fez bonito com o estreante Dead Space ao ingressar no gênero survival horror, categoria que hoje está num patamar de competição bastante acirrado, que exige competência e criatividade para se destacar.

E o game te coloca na pele do engenheiro espacial Isaac Clarke logo depois de uma breve introdução da história, que mostra uma pequena equipe a caminho do USG Ishimura, uma estação espacial que teve sua tripulação dizimada por algum tipo de espécie alienígena até então desconhecida.

Só que você e a sua equipe não estavam cientes disso. Logo, fica previsível o clichê : vocês chegam, conhecem o interior da estação e está tudo lindo, mil maravilhas. Até que os sintomas macabros começam a surgir : a energia é inexplicavelmente cortada, tudo fica escuro e todos ficam tensos, culminando, é claro, num membro da equipe sendo dilacerado diante de seus olhos pela coisa mais grotesca vista nos últimos tempos em um game de terror. Dá tempo de fugir com a equipe restante para uma espécie de cúpula e pensar no que fazer.

E é justamente neste ponto que o game mostra a que veio : dar sustos. Um por sala, pelo menos. Depois de se equipar com uma armadura toda cromada e um capacete que eu, particularmente, achei bem assustador (parece um derivado de "Jason X"), você inicia sua busca por pistas e informações sobre a carnificina gerada pela grotesca espécie alienígena que cria o ambiente hostil do game.

O visual do personagem e as minúcias do espaço sideral, nos trechos em que a nave está com as paredes desmanteladas, são colírio para os olhos. Apesar de alguns serrilhados - mesmo em 1080p -, o esforço da EA em criar uma atmosfera de medo não foi à toa. Tá tudo bem executado; os inimigos têm feições e aparências que botam medo até no Zé do Caixão. Por falar neles, até que estão bem espertinhos, viu ? Surgem do nada - sim, são absolutamente imprevisíveis e sempre fazem o jogador dar pulinhos da cadeira a cada esquina dobrada - e te perseguem impiedosamente.

Neste minuto, a jogabilidade baseada em desmembramentos dá o ar de inovação : as armas disponíveis no game disparam "estilhaços" (calma, tem arma de fogo mais tradicional também) que picotam as pernas, os braços, a cabeça ou a parte que você quiser decepar do bicho. É impossível não se lembrar de Resident Evil 4; fica claro que a EA se inspirou na franquia da Capcom para definir o esquema de mira e câmera, aquela sobre o ombro.

Aliás, a EA se inspirou em outros games consagrados para deixar Dead Space bem produzido, fator que pode servir como crítica por falta de criatividade. Os corredores macabros e a sensação de solidão, aliados ao clima claustrofóbico de estar isolado no espaço, são coisas oriundas de Doom 3. Até alguns inimigos estão parecidos com as criaturas malignas de Doom. Outro game que influenciou o roteiro de Dead Space foi Bioshock justamente por mostrar uma "raça" que foi geneticamente alterada por motivos aparentemente desconhecidos, tal qual em Bioshock. Há outras referências que só jogando para notar as semelhanças com Bio.

A qualidade sonora não fica atrás. Pra quê música ? Somente os seus passos e os grunhidos das criaturas - que podem nem estar à vista, mas estão te observando de algum lugar - são o suficiente. Às vezes tem aquele violino bem fininho, típico de momentos tensos do terror, quando algo está para acontecer. Em Dead Space, nada acontece; somente quando você não espera.

Pena que todo esse clima perfeito às vezes é quebrado por objetivos bestas que você deve cumprir. Coisas do tipo "pegar um fusível para abrir uma porta" ou "encontrar o gerador de energia e religá-lo para acessar os computadores" já estão meio batidas. E é sempre a mesma coisa : você tem que achar um cartão no corpo de um fulano que foi morto para abrir tal porta; tem que perambular pra lá e pra cá só pra achar uma pecinha de fusível, e por aí vai. Ainda assim, a história é instigante e te deixa preso até o fim para saber a razão daquela carnificina toda.

Apesar de todos os conceitos bem aplicados, Dead Space não é perfeito e deixa espaço para muuitas melhoras que poderão ser executadas numa possível continuação, como abusar mais da criatividade e corrigir aspectos que podem tornar a ação repetitiva ou chata, como esses objetivos enfadonhos o fazem.

Ainda assim, trata-se de uma ótima produção da EA, para uma softhouse estreante no gênero survival horror.

Dead Space tem roteiro consistente e condizente com a proposta principal do gênero : dar medo.
Veredicto : 8,5

domingo, 23 de novembro de 2008

O universo fantástico de Fallout 3 (que ainda quero conhecer)

Nota 10 na nossa revista oficial do Xbox 360, última edição. 10 no uol games. Até o IGN, um dos canais de games mais frescos e "odiados" por ser exageradamente exigente, deu 9,6 para o dito cujo - o Fallout 3, quero dizer.

Um amigo meu jogou no Xbox destravado dele antes do lançamento - meus pêsames a ele, foi banido pouco tempo depois - e torceu um pouco o nariz, alegando que o personagem parecia um "sabão se movimentando". E depois arrematou com algumas críticas plausíveis e elogios dispersos, como se o jogo fosse mais do mesmo.
Respeito muito a opinião dos sábios, e por isso é sempre importante ler tudo sobre um jogo em vários veículos e canais diferentes para se ter uma idéia do balanço que ele possa ter antes de ser jogado. No caso de Fallout 3, título que, apesar dos ótimos vídeos (tem um nesse post, mais abaixo) e da competente equipe de criação - a mesma responsável por Oblivion -, fiquei meio duvidoso quanto à proposta da obra. RPG ? Ação ? RPG de ação ? RPG estratégico ? RPG "pós-apocalíptico" ? Ou tudo isso em parcelas generosas ? Resposta certa, como tudo conspira.

Meu gênero favorito é ação/aventura, com direito a tripas, tiros, estilhaços, explosões megalomaníacas, enredo memorável, trilha épica e até coisas mais tenras e agradáveis, encontradas em títulos inesquecíveis como Banjo-Kazooie, Mario, Kameo, Zelda, Donkey Kong, Star Fox e cia.

Apesar de tudo já publicado sobre Fallout 3, de todas as informações disponíveis e todos os elogios possíveis, ainda não sei o que esperar do título. Mais ação, mais RPG ou essa mistura toda em doses homeopáticas ? "Não espere por um jogo de ação", já ouvi. Mas também já ouvi que "dá pra estourar os miolos dos bichos". E isso me empolgou.

Acho que o que encaixa Fallout 3 no nicho dos RPGs é a personalização do protagonista, com pontuação nos atributos e evolução do caráter, bem como o enredo profundo e pós-apocalíptico, que coloca você numa Washington devastada por bombas nucleares, infestada de mutantes bizarros e aberrações que lembram até o Nemesis, de Resident Evil 3. Isso sem falar na customização das armas, nos diálogos, nas escolhas...tudo isso é característica de RPG, mas os tiros trocados com os inimigos, pelo que li por aí, são recompensadores.
Vale a pena conhecer. É o que pretendo fazer...coloquei esse vídeo do gametrailers, que é bastante instigante e desperta o gostinho de curiosidade pela coisa. Qualquer um fica com essa pretensão.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Suei de ansiedade (e nervosismo), mas consegui. Gears of War 2 edição limitada !

Exatamente, meus caros. Pensei que todas as peças iriam embora por causa das pré-vendas - e eu, vacilão que fui, não comprei a pré-venda. Apenas fiz para os clientes e "esqueci" a minha própria.

A sorte é que três peças vieram de lambuja, ou seja, comprei uma assim que percebi que estava disponível.

E nada como desfrutar de uma edição limitada de Gears of War 2. O pacote veio como prometido : caixa metálica com o título em alto relevo, dvd bônus com conteúdo extra, livreto de 48 folhas com arte conceitual do game e acesso a mapas exclusivos, além da arma Lancer dourada. Praticamente tudo que coloquei nas imagens de um post falando da ansiedade pelo Gears 2. Tem no arquivo do blog.

E é hora de mandar as forças subterrâneas Locust de volta pro inferno. Nada como usar a Lancer para serrar esses malas (e para um alívio imediato do "stress").

É divertido demais para economizar. Valeu cada centavo.


Abrátzo

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O cliente "repetente"

E virou moda ficar repetindo as perguntas. Pelo menos pra um cliente xarope que fez todo mundo na loja rachar o bico com suas pérolas repetitivas. Sim, três vezes a mesma coisa. Perguntou se um notebook que estava lá na exposição era da Toshiba.

- Sim, senhor, é da Toshiba.
- Mas é da Toshiba ?
- Sim.
- O notebook é da Toshiba ?
- Sim.
- Da Semp Toshiba ou da Toshiba ?
- Da Toshiba, senhor...

Calma, ele quis saber também a diferença entre HP e Sony :

- Qual que é melhor, HP ou Sony ? Sony ou HP ? HP ou Sony é melhor ?

Hahaha, e tem essa última, sobre uma mochila para notebooks, uma repetição tão pura e sem rodeios que entrou para o rol de histórias dos clientes inesquecíveis :

- Essa mochila é boa ?
- É.
- É boa ?
- É.
- É boa ?
- .......é.

Depois do terceiro e último "é", ele parou. E a gargalhada rolou solta, porque nenhum atendente se agüentou ! Vários estavam observando a cena. Hahaha...


Clientes, clientes....inexplicavelmente...peculiares.


Abrátzo

domingo, 16 de novembro de 2008

Momento didático - "não há nada entre eu e você, portanto, deixe isso para mim fazer"

Essa é das brabas. Qualquer um comete essa gafe (eu também). E a explicação é tão simples quanto complexa. Mim faz, oras ! Mas mim não sou índio. Nossa, que emboloração...vamos descomplicar.

"Mim" ou "eu", eis a questão. Quando e como usar ? É simples : "eu" é pronome reto, "mim" é pronome oblíquo. Ainda está grego, eu sei. Só que "mim" nunca exerce função de sujeito e deve ser antecedido por preposição : A mim, DE mim, ENTRE mim, PARA mim, POR mim...e na frase citada no título desta postagem tem um "para mim", não tem ? E está errado ? Sim ! Porque há um verbo depois, o "fazer". "(...) deixe isso para mim fazer".

Não deixo ! Ao pé da letra, o correto seria : "deixe isso para mim". Ponto. Sem verbo depois. Termina no "mim". Mim não faz mais nada. Se tiver verbo depois de "mim", nada de "mim", mas sim "eu" ! E é neste ponto que o pronome "eu" certifica o seu acerto na fala : "deixe isso para EU fazer". Repararam no "fazer" depois de "eu" ? É o verbo que concorda com o pronome "eu".

Veredicto : a diferença entre "para mim" e "para eu" está na presença ou não de um verbo (sempre no infinitivo) após o pronome ! Mais um exemplo para ilustrar a correção : "Este bilhete é para mim". Correto. "Este bilhete é para eu ler". Correto ! Nada de "este bilhete é para mim ler". Desta vez, o verbo em questão é o "ler". Resumindo : usou o "mim", coloca o ponto final. Nada de verbo depois ! Se quiser usar verbo, então coloque o "eu" antes.

O mesmo conceito funciona para "entre eu e você", que, por mais estranho que pareça, está errado. Pois é. Cadê o verbo depois de "eu" ? Não tem. Não havendo verbo, devemos sempre usar "entre mim e você". E não adianta teimar : "não há nada entre mim e você" e pronto. Colocou verbo ? Aí sim : "não há nada entre eu sair e você ficar em casa", por exemplo. Difícil, mas simples. Tem verbo, use "eu" antes. Não tem verbo, use "mim".

"Não há nada entre mim e você, portanto, deixe isso para eu fazer". Agora sim, tudo certinho !
"Entre eu e você" está sempre errado. Se você achou a forma correta estranha - "não há nada entre mim e você" -, então só resta uma solução : "a partir de hoje, não haverá mais nada entre nós".

Eita, português ! Idioma ramificável, passível de alterações. Sempre há uma outra saída.


Abrátzo

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sub-zero contra Batman ? Essa eu quero ver !


Parece até piada, mas a Midway estava com a cabeça no mínimo chapada quando pensou em algo excêntrico como misturar dois mundos totalmente distintos : o universo sanguinolento de Mortal Kombat contra os super-heróis da DC Comics.

É, a DC, aquela mesma responsável por Batman, Coringa, Super-Homem, Mulher-maravilha, Lanterna-verde...hahaha, é estranho imaginar a cena bizarra da luta, não é mesmo ? Não consigo pensar de que cabeça surgiu a idéia da fusão, mas o fato é que o jogo Mortal Kombat vs. DC Universe já é uma realidade disponível nas prateleiras, para PS3 e Xbox 360.

Essa imagem de divulgação, que mostra o Sub-zero, um dos consagrados do time de Mortal Kombat, encarando o Batman, que praticamente é o maior símbolo da DC (depois do Super-Homem, é claro), é simplesmente de dar frio na espinha, é aquela que provoca o "nooossa, que animaal" do gamer.

Quem dá pau em quem ? Acho que os times estão bem equilibrados. Achei esse videozinho na internet e coloquei aqui para demonstrar um pouco da interação brutal entre os dois mundos :

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

É hora de esmerilhar ! E agora batucar também. Guitar Hero : World Tour detona Rock Band

A Harmonix (produtora de Rock Band) que me perdoe, mas o novo Guitar Hero, que agora agrega também bateria, baixo e microfone, além da consagrada guitarra, debulhou a franquia da Harmonix. Em todos os sentidos.

Pelas demonstrações que vi até agora e por ter presenciado ao vivo a imersão, é possível afirmar que o novo GH superou até mesmo a bateria de Rock Band, que era o seu ponto alto. Além de pratos maiores, adicionaram os dois pratinhos superiores (chimbais), sem falar que o bumbo está mais consistente.

O repertório de mais de 80 músicas foi escolhido a dedo. Clássicos dos 80 até os anos contemporâneos, passando por Michael Jackson e Nirvana até Foo Fighters e Metallica, além de trocentas outras bandas famosas, consolidam a franquia como a melhor em termos de seleção musical - e agora, de variação na jogabilidade, saindo do padrão guitarra e se estendendo para a bateria, baixo e microfone, tal qual em Rock Band.


Eu mesmo estava preconceituoso antes da coisa sair. GH é um favoritismo que jogo quase que diariamente, pertence ao status "viciante". Esmerilhar os dedos em todos os GHs que saíram até agora não cansou, e eu faço questão de ter todos. Quando anunciaram esses outros instrumentos para concorrer diretamente com Rock Band - que já tem uma legião de jogadores bateristas -, confesso que eu estava incerto quanto à competência da Activision.



E eu estava mesmo. Agora estou convicto : Guitar Hero reinará supremo.



Ah, e tem a participação exclusiva de Jimi Hendrix. Quer coisa melhor ?

Tente em Rock Band, que também é muito bom, mas você não vai encontrar.


Abrátzo

domingo, 9 de novembro de 2008

"Quero Wii Fit sem Wii !"

Os clientes são seres inimagináveis. São incríveis, imprevisíveis, mas muitas vezes desinformados.

O casal quase terceira idade me vem com um Wii Fit recém-adquirido na sacola e começa o típico questionário : "que esportes têm ? Os de ginástica são legais ? E aeróbica ? É verdade que dá pra esquiar ?"

E chegam à pergunta cabalística : "é fácil de conectar na TV ?".

- Sim, senhor, é fácil, basta sincronizar com o Wii e pronto.
- Sincronizar com o quê ? Que Wii ?
- O Wii, senhor, o console. O Wii Fit é um acessório para o Wii, é uma balança que tem sensor de movimentos. Naturalmente deve ser sincronizado com o Wii, como um controle normal.
- Ué, mas eu quero fazer as ginásticas, sabe ? Que nem tá mostrando nesse vídeo aí (há uma TV com trailer de demonstração do Wii Fit). É só isso que quero, não quero este outro Wii !
- Senhor...e como você vai conectar o Wii Fit na sua TV ?
- .........
- É preciso ter o Wii, o videogame, para poder usar o Wii Fit, senhor. O Wii Fit é um acessório para o videogame Wii, só funciona a partir dele !
- Aaaaaahhhhh...e esses moleques nem me avisam...e quanto tá esse "Wii" ?
- Está 1.999,00, senhor.
- Quê ? 1.999,00 ? E dá pra parcelar ?
- Sim, em 10 vezes sem juros em qualquer cartão de crédito.
- Tá bom, põe na sacola aí. Quem gasta 700, gasta 1.999,00.


Hahaha, dá pra acreditar que o velhinho esportista falou isso ? Queria eu poder gastar isso, tipo, quem gasta R$ 229,00 numa edição limitada de Gears of War 2 gasta mais de R$ 2.000 num Xbox 360, oras.

E fica cada vez mais evidente que o Wii conquista a terceira idade, hein ? Acho que até o Jack Thompson, aquele advogado norte-americano que adora avacalhar e denegrir os games, deve dar uma jogadinha de vez em quando.

Sem ninguém saber, é claro.


Abrátzo

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Momento didático - "Falta duas coisas pra resolver por causa que não deu tempo"

Eis mais um dilema ouvido todos os dias por nossos sábios ouvidos. Esse aí prega peças até no Pasquale, celebridade do português, tradicionalista da gramática.

E o instinto fala mais alto de novo. Parece que é automático : o verbo "faltar" no singular, nesse caso, é só um exemplo de vários trechos em que o verbo em questão fica erroneamente no singular. Já ouvi : "ou, falta coisas pra fazer, hein" e "você não vai repôr os produtos que está faltando?".

Seria absolutamente correto se eu colocasse o verbo que vem depois ("fazer") antes do substantivo ("coisas"). Calma, vou descomplicar com um exemplo da forma correta. Vejam só : "falta resolver duas coisas". Voalá ! Resposta exata. O "resolver" veio logo em seguida, antes de "duas coisas".

Se você quiser mudar a ordem das palavras, então deve flexionar o verbo para o plural a fim de concordar com o sujeito ("duas coisas"). Descomplicando, fica assim : "faltam duas coisas pra resolver". É simples : o "faltam" está concordando com "duas", que é plural e veio antes. Simples e complexo.

Só que eu não resolvi por causa que não deu tempo. Ixi...aí eu nunca resolveria mesmo. Esse "por causa que" é um vício de linguagem proferido diariamente por todos nós, voluntária ou involuntariamente. O problema é que é pleonasticamente errado ! Tire o "causa", use "porque" e seja feliz.

"Porque" é a conjunção explicativa ou causal, é o que deve ser usado. "Faltam duas coisas pra resolver porque não deu tempo". Ufa ! Você até pode usar a palavra "causa", mas esqueça o pronome "que", então. Aí ficaria algo do tipo : "faltam duas coisas pra resolver por causa do tempo, não deu ainda". Nunca use o pronome "que" depois de "causa". Delete o "por causa que" do glossário e troque por "porque". Simples assim.

E realmente faltavam duas coisas pra resolver porque não havia tempo.

Não há combinação entre pressa e perfeição, oras. Melhor nem fazer se não fizer direito.


Ou fazer uma coisa de cada vez...




Abrátzo

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Mês de lançamentos, época da dureza

E acabou a época de entressafra. É sempre assim : 8-80. Chega a desanimar de tanta coisa descartável que sai entre o meio do ano e o Natal.

Só que as festas estão chegando, e as pérolas vão saindo aos poucos do forno. Pra citar de cabeça, tem Fable 2, Gears of War 2, Dead Space, Fallout 3, Banjo-Kazooie : Nuts & Bolts, Prince of Persia, Far Cry 2, Guitar Hero : World Tour (ai...preciso de novos dedos para continuar esmerilhando), Call of Duty 5, Tomb Raider : Underworld e uma gama imprescindível de variedades.

Dá até gosto de ver o brilho de ansiedade nos olhos dos clientes. O clima natalino começa a tomar conta, todo mundo recebe o 13º e estoura o limite do cartão ou torra o já limitado cheque especial. E bora gastar. Afinal de contas, de que serve o consumismo ? Pra alimentar o capitalismo onipresente, oras. Como eu disse outrora : é divertido demais para economizar.

Deixo aqui um vídeo de lançamento do Dead Space dedicado aos mais fiéis clientes que adoram o Coelho Sabido.

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Abrátzo

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Jogos infantis ? Tipo Caça-pistas ? Coelho sabido ? Baahh

É impressionante o legado que o Coelho Sabido tem. Todo mundo no trampo vem me pedir. "Ai, não gosto de comprar esses joguinhos de 'matar' para o meu filho. De jeito nenhum. Cadê o jogo do Coelho Sabido?"

Ai. O que mais me interroga é que eu dilacero corpos e atropelo pessoas em jogos desde pequeno. Desde que eu me lembro. Experimentei meu primeiro GTA - ainda para o finado play 1 - em meados dos meus 9 - 11 anos de idade e fazia as piores atrocidades espetaculosas no game. Apesar da visão aérea e dos gráficos pixelizados, era possível enxergar a matança de pedestres ou a explosão de carros nas ruas. E era justamente este o fator determinante para a diversão pretendida.

Mas voltando ao que me interroga. É que sempre fiz tudo isso nos games e hoje não sou um assassino de aluguel tampouco um maluco que sai por aí atropelando todo mundo na calçada. Meu lado maluco é voltado a games, gramática, super-heróis e afins, além de outras coisas "normais", maluquices que todos têm. Vai depender da educação do papai se o fulano será influenciado pelo jogo ou não. Não depende do jogo. Nunca. Isso é besteira. É papinho de advogado norte-americano reacionário. É balela de quem quer achar desculpa para "não deixar o filho 'viciado nessas coisas eletrônicas' aí".

Nunca me restringiram a nada. Se existir o medo da influência, fique ao lado do moleque explicando que isso é isso e aquilo é aquilo no jogo. Se bem que nunca fizeram nada disso comigo (e com tantos outros gamers que conheço) . É simplesmente intuitivo saber assimilar o que é certo e o que é errado fazer nos games, afinal de contas, a educação que recebemos em casa - no dia-a-dia - constrói nosso caráter e nos dá o senso da razão para tudo, inclusive para a relação games/realidade.

Tem coisa mais divertida do que decepar um Locust com a serra elétrica da arma Lancer em Gears of War ? Ou pegar um Blista Compact e fazer panqueca de transeuntes nas calçadas de GTA 4 ? É tudo alívio imediato para o "stress" ! Parece insano, mas é divertido. Aí é que está o paradoxo : parece que quanto maior o teor de violência/insanidade/coisas-impossíveis-de-se-fazer-na-vida-real, mais divertida a coisa fica. São coisas que qualquer ser humano de bom senso sabe diferenciar na vida real.

É como escrevi num artigo que foi publicado na EGM PC em janeiro de 2007, num trecho em que uma cliente veio me perguntar sobre o "GTA : San Andreas" : "(...) mas esse não é aquele que você mata gente na rua ? Será que não é violento demais para meu filho de nove anos ?"

Para não dar corda, eu apelo : "que nada, o mais divertido é pegar um taco de golfe e dar na cabeça das velhinhas".

Aí ela foi lá na prateleira dos jogos infantis pegar um Coelho Sabido qualquer. Eu também fui olhar depois, por curiosidade. "Deixa eu ver o tal do Coelho Sabido", pensei. Pego a caixa, viro, leio tudo e não consigo filtrar a graça nem a diversão, muito menos o incentivo para algo. E no mesmo momento me lembro que hoje, com 21 anos, eu penso que nunca achei graça naquilo, muito menos joguei. Nem quando pequeno, nem há 15 anos atrás, nem nunca.


Ainda bem, porque não sei em que ponto o software diverte. Sim, "software". Isto não é jogo.


Se alguém souber o tal ponto, por favor, me fale.



Abrátzo

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Agradecimentos

Quero agradecer a todos pela visita, presença, participação e interesse em conhecer meu blog.

Vale enaltecer que o blog não teria esse nome, que é uma fusão de "games" com o sufixo "logia" (estudo de algo), se não fosse pela sugestão do meu caro amigo Samuel Cabral (Sammm), que uniu as duas palavras, resultando na fusão "gamelogia".

Obrigado aos que sempre me dão idéias, aos que comentam nos meus posts (avante, gamers ! Adonis Kill, Segundo, Pakkii, Eongwera etc), que dão sugestões para melhorias, críticas e reivindicações etc. Sem falar nos momentos didáticos, que estão dando uma boa dose de "ibope" para o blog. O último post, do "seje" e "menas", foi sugestão/pedido do meu caríssimo Zázs ! Grande Zazu, hehe.


Brigado eu. Ops, olha o erro ! Obrigado A VOCÊS !



Abrátzo

domingo, 19 de outubro de 2008

Momento didático - "seje feliz em menas horas de exercício"

Calma, calma, não li esta fatalidade em lugar nenhum ! Apenas ouvi. O que é pior, de certa forma. O "menas" dá até aflição. O "seje" não se cansa de tentar. Gruda nos ouvidos e sai automaticamente do paladar cotidiano. Eita termozinho impregnante !

É o típico trecho que se ouve quando NÃO queremos ser alguma coisa. Conjugando o verbo "ser" no subjuntivo, fica "que eu sejA, que tu sejAs, que ele sejA, que nós sejAmos, que vós sejAis, que eles sejAm" !

E fica aqui meu último post desta página, totalizando oito posts, que foi o limite que estipulei. Caso queiram acessar os posts anteriores, é só clicar em cima dos links de arquivamento que ficam do lado direito da tela, lá embaixo (começou em "Welcome").

Assim como a questão do "faz" e "fazem", mais uma vez nossos instintos falam mais alto e a coisa acaba saindo naturalmente. "Fazem horas que tô aqui..", lembram ? Pois é. Eu mesmo, quando conto alguma história torcendo para que fulano seje, ops, seja tal coisa, o "seje" quase sai escapulindo da boca, aí eu rebobino a fala e reformulo para o "seja".

O verbo "ser" e "estar" são um caso à parte. Não entrem no embalo do verbo "desejar" ou "ensejar" ou qualquer outro com este mesmo sufixo. No caso, "deseje" e "enseje" são termos corretos, é claro, mas "seje" do verbo "ser" ou "esteje" do verbo "estar" não existem ! É comum o estranhamento na pronúncia do "seja", não é verdade ? Parece que não combina com o resto da frase ou faz do pronunciante um pedante. Mas é o certo. "Seja feliz em menas horas de exercício".

Eu só vou ser plenamente feliz em menOs horas de exercício. O "menas" é uma fatalidade ortográfica que nem consta em nenhum dicionário. Não existe. Simples assim, não tem origem nem significado. Mantenham distância ! Mesmo que a palavra seguinte seja - sejA - um substantivo feminino (no caso aqui, "horas"), é sempre "menos" que devemos falar/escrever.

Tem dica da vez ? Tem. Se acha que "seja feliz em meNOs horas de exercício" fica feio ou esquisito, troque o "menos" por "poucas" que também se encaixa atrativamente. Isso se aplica a qualquer outra frase em que você queira expressar o "menos" antes de algum substantivo feminino que esteja no plural, que é o caso de "horas".

Ontem mesmo eu falei : "tenho que fazer menos atividades em casa". Seria perfeitamente aceito se eu tivesse dito : "tenho que fazer poucas atividades em casa". Só tome cuidado para não dar uma conotação diferente pra coisa ou use o "menos" mesmo que também não tem problema nenhum. Apenas mantenha distância do "menas" !


"Seja feliz em menos horas de exercício" é o sósia de "seja feliz em poucas horas de exercício" - e ambos estão corretos.


Agora sim dá pra ser feliz. Se bem que sou meio letárgico pra esportes...



Abrátzo

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Grotesco espacial

Além de "Jason X", não vi nada por aí que fosse uma espécie de "terror no espaço" tão grotesco quanto o game de terror da EA que acabou de sair, o "Dead Space".

Aliás, a EA, que é a gigantona softhouse de games - mas LONGE de ser a melhor - acabou de inaugurar um feito inédito com Dead Space : entrou no ramo dos jogos de horror.

Eu, particularmente, não curto a EA. É arrogante, tem mania de querer comprar todas as franquias para colocar o logozinho enjoado da "EA" na capa e produz games que, quando bem feitos, não saem do patamar medíocre. EA Sports...aí vem aquela sacola com tantos títulos de esporte que você nem sabe por onde começar. E ela, cheia de orgulho que é, vem falar do "Fifa, fifa, fifa...que o Fifa é isso, é aquilo"....sabendo que nenhum game de futebol consegue tirar a soberania de Winning Eleven. Vai, Konami !

Por isso que fiquei meio preconceituoso quanto ao lançamento de Dead Space. Como sou adepto do gênero, resolvi dar uma chance ao dito cujo e estou louco para experimentá-lo. Afinal de contas, como é que se explica, biologicamente, a espécie de uma criatura dessas (da imagem ao lado) ? Depois que eu tiver uma sessão de jogatina particular com o game, colocarei aqui no blog minhas impressões.

E o enredo, apesar de superficial, desperta a curiosidade. É simples : você é um engenheiro espacial que está freelando numa nave, aí recebe um pedido de socorro de outra embarcação. Quando chega lá, se depara com os alienígenas mais horrendos já catalogados. Precisa de mais alguma coisa ? É puro pretexto para a bacia de sangue que jorra à vontade no game...

Ah, e dá pra desmembrar partes do corpo. Quer tirar aquele alien chato do seu encalço ? Hehe, é só picotar as duas pernas que tá resolvido.


Se desse pra eu fazer isso com certos clientes de onde trabalho...



Abrátzo

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ansiedade master : pré-venda de Gears of War 2

Mal cheguei no trampo e já estava o maior alvoroço por causa do lançamento de Gears 2. Chega a ser inusitado o fato de ter sempre um cliente engraçadinho que pergunta : "já chegou o Gears 2?".

Estamos carecas de saber tanto por divulgação da Epic Games quanto pela própria Microsoft que o lançamento mundial será no dia 07 de novembro deste ano de 2008. Logo, o negócio é segurar a ansiedade e acalmar os ânimos porque já está rolando a pré-venda.

E esta traz as duas versões do game...a standard, que nada mais é do que o conjunto básico que consiste no jogo, manual e caixa, e a edição limitada, aquela que faz valer a compra - principalmente para os fãs. É bem mais parruda : vem numa caixa metálica que acompanha um DVD bônus cheio de extras e também dá acesso à arma Lancer dourada para os duelos online.

Ouvi dizer que o kitzinho limitado também vai nos brindar com um livreto contendo arte conceitual e palavras de Cliff Bleszinski, o mentor da obra. Só não tenho certeza porque nunca mais ninguém falou sobre o tal do livreto. Só vejo e ouço afirmações da caixa metálica e do DVD extra.

Achei que o preço poderia ficar nos 159, mas estão fazendo como Halo 3 : também chegou custando 179, aí depois teve redução. No caso de Gears 2, a edição básica vai sair pelos mesmos R$ 179,00, e a luxuosa, R$229,00. Por 50 reais de diferença (e por ser GEARS OF WAR!), é óbvio que o sábio ficará com a versão pomposa.

Só achei sacanagem os caras não terem traduzido pro portuga do Brasil. Não vou ficar com aquela raiva espalhafatosa que muitos brasileiros gamers estão tendo agora, mas é no mínimo questionável que a Microsoft do Brasil não tenha tido o trabalho de traduzir um game de peso como Gears 2 para o nosso português. Só as legendas já ajudariam muito. A dublagem gera um gasto enorme e o retorno pode nem ser obtido, agora, nem a legenda ? Aí denigre.

Repararam que o último Viva Piñata (Trouble in Paradise) já não está mais em português ? Não que o game seja importante - para mim, é a mesma coisa que estourar bombinhas na rua -, mas bate um sentimento de indiferença por parte deles que desanima. Pô, os outros dois Viva Piñatas vieram totalmente - TOTALMENTE - em português ! Custava ter apenas mantido a regra ? Não, já ficaram com "preguiça" ou foram mãos-de-vaca demais para traduzir uma terceira versão do game.

Ainda bem que o preço dos jogos "nacionais" é razoável. Que venha Marcus Fenix com seu esquadrão de elite que pagaremos o necessário por algumas horas de enfrentamento contra as forças subterrâneas Locust.


É divertido demais para economizar.


Abrátzo

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Momento didático - "eu tô aqui fazem duas horas e nada !"

"(...) ah, e todos os outros antivírus rastreiam rapidinho....eu tô aqui fazem duas horas e nada !". Foi o trecho que me despertou daquele momento de estado em transição entre o pegar no sono e o estar acordado, num treinamento de antivírus que tive no meu trampo.

Não que eu fique prestando atenção na maneira que os outros falam, longe disso, mas é como o senso do homem-aranha : parece que um "bzzz", como se fosse um choque, se manifesta na mentezinha de neura que tenho para a gramática e para os diálogos corriqueiros.

A questão do "faz" e "fazem" é bastante intrigante. É praticamente instintivo colocar o verbo "fazer" no plural, já que a palavra seguinte é o numeral "duas". Nada mais natural. "Tô aqui fazem duas horas e nada".

Só que se o "fazem" for substituído pelo verbo "haver", mantendo a semântica, a coisa muda de figura. Vamos reformular : "Tô aqui há duas horas e nada". Olhaaa ! E dá-lhe pegadinha das boas. Ninguém diria "tô aqui hão duas horas e nada". Não existe tal termo.

Logo, o verbo "fazer", quando se refere a tempo decorrido (no passado), é impessoal, assim como o "há" de "haver". Deve ser usado sempre no singular !

Exatamente, a opção é "tô aqui FAZ duas horas e nada". É estranho, mas a gramática prega essas na gente mesmo.

Dica da vez ? Na dúvida, troque pelo verbo "haver" e use "há". Aí não tem chance de erro. "Tô aqui há duas horas e nada" é a mesma coisa que "tô aqui faz duas horas e nada".

Eu disse que era intrigante. Eita...


Abrátzo

Zumbis na África

E o game mais aguardado pelos fãs de terror vai chegar somente em março de 2009.

Resident Evil 5, uma das continuações mais esperadas desta geração, promete um sistema de save automático - descartando as boas e velhas máquinas de escrever - e fortíssima jogabilidade em modo co-op.

Achei interessante a aparição da tal da Sheva, a personagem secundária que vai ajudar o velho de guerra Chris Redfield a desvendar os mistérios que rodeiam um país fictício da África.

Exatamente, meus caros : a ambientação vai se dar num local africano que, segundo a Capcom, fica entre Etiópia e Quênia. Ainda não se sabe como e por quê Chris foi parar lá, mas é fato que o jogo dará continuidade à saga iniciada no quarto episódio da série.

Aliás, Resident Evil 4 é fodástico, hein ? Aquela jogabilidade com câmera fixa e bonecos giratórios de RE 1, 2 e 3 já estava ficando batida, sem falar que a história começou a ficar sem mais possibilidades de conclusão - a Corporação Umbrella já teve o seu momento. Agora é hora de mostrar como será o alastramento do vírus causado pelos parasitas "Las Plagas", criado em RE 4 por aqueles malucos de uma vila européia.

Leon S. Kennedy saiu de cena para dar vez ao nosso querido Chris Redfield, presente desde o primeiro RE. O cara tá 10 anos mais velho no quinto episódio (wow!), mas, pelos trailers exibidos até agora, parece estar em forma.

Quero ver mais mudanças na jogabilidade. Até agora está tudo "mais do mesmo". Nenhum trailer exibido impressionou. É claro, a ação incessante e os gráficos next-gen são colírio para os olhos, mas toda a fórmula de RE4 está aqui, praticamente sem mudanças. É déjà vu. Por isso a Capcom adiou o game para março de 2009 : promete adicionar "muitas melhorias significativas". Vamos ver.

Dêem uma olhada neste trailer, exibido na feira de Leipzig (Alemanha) deste ano. Pena que ele mexe com o ponto mais sensível da ansiedade de fãs entusiastas da série (como eu) que tenham que esperar até 2009 :


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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Criatividade no Pequeno Grande Planeta

Pois é, uma das grandes promessas de 2008 está chegando ao mercado no final deste mês, com exclusividade no PS3.

"LittleBigPlanet", em desenvolvimento desde a existência do PS3 e que já foi adiado diversas vezes (a primeira data de lançamento divulgada foi no meio de 2006), tem uma premissa interessantíssima, sugerida pelo próprio nome.

Neste "pequeno planeta" existe uma espécie de criador de plataformas que permite aos jogadores a criação e o compartilhamento de fases inteiras, trechos, objetos atingíveis e até mesmo personagens totalmente customizáveis. Os ambientes têm interações físicas que obrigam os jogadores a usar cooperação e competitividade simultaneamente.

Uau. É o tipo de game pra família que atrai qualquer um, de qualquer idade. O legal disso tudo é a possibilidade de enviar suas criações mirabolantes para a PS3 Home, serviço online de compartilhamento de informações à base de avatares (algo parecido com o "Mii", boneco virtual que você cria de si mesmo no Wii da Nintendo).

Ou seja, você exibe toda a sua criatividade num produto final que pode ser visto e jogado por milhares de pessoas do mundo todo e vice-versa.

O visual parece ser bom para a premissa do jogo, mas não estonteante para os padrões do PS3. Ainda tô pra ver o jogo que vai superar os gráficos de Uncharted : Drake's Fortune. Tô achando que só God of War 3 vai conseguir tal feito.

De qualquer forma, fiquem com um vídeo do game, que chega às prateleiras norte-americanas no dia 21 de outubro :


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Momento didático - "Brigado eu" ?

Ah, não vou deixar pra mais tarde aquele exemplo do Jô Soares não. Vou postar agora.

Acho que o título já sintetiza : "brigado eu". Assim que acaba de contar uma piada ou se despede de alguém que agradece, o Jô replica com o disseminado e popular "brigado eu", todos os dias em seu programa.

A primeira citação gramatical do meu blog começa aqui, pessoal. Ainda há muitas coisas que precisam ser aprendidas e exploradas ao pé da letra para desvendar as nuanças da língua portuguesa, que é considerada por muitos como "o terceiro idioma mais difícil do mundo".

De fato, o português não é fácil. Agrega várias funções e tipos gramaticais que são defendidos por alguns e criticados por outros. Muitas vezes, um mesmo termo pode ser usado de duas maneiras possíveis, duas maneiras corretas (ou mais) em diferentes contextos.

Só que existem alguns que devem ser deletados de nosso glossário cotidiano, que é o caso do "brigado eu". Por favor, me expliquem esse termo. Engraçado que sempre pesquisei pelos termos que julgo incorretos ou duvidáveis e nunca acho algo muito concreto pela internet, somente consultando os ardorosos sábios para saber.

Mas vamos lá : "brigado eu". A quem você está agradecendo ? A si mesmo ? Se ao menos houvesse um artigo intercalando o "brigado" e o "eu" para ficar algo como "brigado a eu", seria MENOS PIOR, mas ainda ERRADO.

O jeito certo de falar/escrever é "obrigado a você", e tá explicado na própria frase ! A intenção é agradecer de volta a quem te disse "obrigado", e é claro que o "eu" logo vem à mente nesta hora, porque "eu é que digo obrigado", não é verdade ? Aí sai o "brigado eu", que não tem concordância nenhuma. E sabem que costumo ouvir isso nos lugares menos prováveis ? Engraçado que em lugares humildes, que ninguém "bota fé", eu ouço o termo certo.

A idéia é falar obrigado ao próximo, logo, "obrigado A VOCÊ" ! "Obrigado à senhora" ! "Obrigado" a quem quer que esteja na sua frente, e não a você mesmo, não "brigado eu".

Minha dica ? Na dúvida, use "eu é que agradeço". É absolutamente aceitável e gramaticalmente correto.

É, Jô Soares fala "brigado eu" diariamente em seu programa. Assistam que vocês vão ver, ou melhor, ouvir.

Abrátzo,

Bruno.

Welcome !



Nada como o jargão norte-americano para dar a todos as minhas boas-vindas. Por inspiração de uma amiga minha (Litaa) e por diversos outros motivos nerds que dizem respeito à minha personalidade, resolvi criar este blog com o intuito de relevar a importância dos games tanto para os leitores triviais de internet quanto para o mundo afora.


Além de games, o outro tema do qual falarei com freqüencia aqui será a gramática. Sim, gramática, gramática do português, que engloba ortografia, concordância verbal/nominal, regência, pontuação, conjugação, norma culta e forma coloquial...e diversas outras pegadinhas que atormentam o cotidiano de todo mundo.

Periodicamente - e de acordo com a minha inspiração - vou colocar exemplos de trechos e textos que todos os dias são ouvidos ou escritos erroneamente. Existem erros superficiais que qualquer um comete (inclusive eu), é claro, mas existem outros mais letais que atingem até mesmo o Jô Soares (é verdade, mais tarde citarei um exemplo aqui de algo que o respeitadíssimo Jô fala diariamente em seus programas).


Bom, acho que é isso. Notícias de games importantes devem aparecer por aqui também, e a freqüência só deve aumentar com o tempo. Afinal, meu "eu-intelectual" está diretamente ligado aos games e à tecnologia de um modo geral.


Obrigado !


Abrátzo,


Bruno.