sexta-feira, 21 de maio de 2010

GTA no faroeste

E o aguardado Red Dead Redemption finalmente saiu do forno. A Rockstar lançou o título nesta semana, no dia 18, para Xbox 360 e PS3.

A promessa é transportar o universo de GTA ao faroeste. Isso falando em linhas gerais, é claro, porque o jogo tem seus méritos próprios. Contudo, é inevitável que trocentas comparações à GTA sejam feitas, uma vez que se trata da mesma produtora, que tem as mesmas ambições : um mundo aberto gigantesco a ser explorado.

O canastrão da vez é o fora-da-lei John Marston, que esbanja carisma nos EUA da virada do século XIX pro XX. Assim como em GTA (e começa o rol de semelhanças), milhões de objetivos paralelos estarão disponíveis à margem da trama central.

O enredo, aliás, promete ser tão épico quanto surpreendente, cheio de reviravoltas. O visual não poderia ser melhor : motor gráfico RAGE aliado à física Euphoria, recursos com os quais a Rockstar tem especialidade em trabalhar. Em outras palavras, a movimentação flui da maneira mais realista possível e os efeitos de sombra e luz beiram a perfeição.

O melhor de tudo, na verdade, é a soma de nostalgia que o game tem a capacidade de promover. Seja pela ambientação na fronteira dos EUA, pelos vastos desertos, pelo arsenal que John Marston tem à disposição - armas típicas daquela época, com direito a inesquecíveis duelos de pistola -, pelas brigas em bares, que incluem as típicas portas de mola na entrada, pela lei do mais forte, pela fama de pistoleiro e por todas aquelas características que fazem um Western de Clint Eastwood valer cada minuto.

E assim Red Dead Redemption ambiciona ser : um game que vale cada centavo e cada minuto investido; inesquecível e épico como a Rockstar consegue fazer.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Alan Wake : terror à Stephen King

E a Remedy, enfim, voltou a dar as caras antes do aguardado Max Payne 3. Estamos falando de Alan Wake, lançado para o Xbox 360 após um longo e controverso desenvolvimento, que perdurou por mais de 3 anos, chutando baixo.

O game foi anunciado pela primeira vez na E3 de 2005 e criou, desde então, altas expectativas em torno de sua refinada produção. Sabia-se, à época, que a Remedy traria fisionomias e atuações hiper realistas dos personagens, cujas características seriam emprestadas de atores de verdade, simulando um universo material e verossímil no qual Alan Wake - o próprio protagonista que dá seu nome ao título - estaria inserido.

A premissa do game é atraente para fãs de suspense/terror e, particularmente, para seguidores de Stephen King, um dos mestres do gênero. Seria hipocrisia afirmar que o enredo não tem nada de Stephen King como inspiração para a sua elaboração. Não há rodeios para tal referência : Alan é um consagrado escritor de livros de terror que vive uma fase frustrada devido à falta de inspiração para redigir algo novo, que perdura por mais de dois anos, enxergando, assim, a necessidade de um momento introspectivo. Ele busca aconchego na cidadezinha de Bright Falls e leva sua esposa, Alice. Contudo, o (im)previsível acontece : paz é a última coisa que Alan encontrará no reduto.

Bright Falls, aparentemente pacata, abriga assombrações que infestarão não só os pesadelos de Alan como também sua vida real. É nesse ponto que a criatividade do game mostra a que veio : as forças sobrenaturais parecem ter saído de uma das obras do escritor, como se ele estivesse vivenciando a dimensão daquele universo de terror criado no livro que ele próprio escreveu. Mais inusitado ainda é constatar que Alan não tem recordações de ter escrito tal obra. Então, o escritor parte em busca das páginas do livro que estão transformando seu mundo material em um pesadelo - que culmina, inclusive, no rapto de sua esposa durante a noite.

Ainda não tive a oportunidade de botar as mãos em Alan Wake, que foi lançado nos EUA no último dia 18 e estará nas prateleiras do Brasil a partir do dia 20.

É um game promissor, aguardado há anos e cercado de expectativas. Ao que tudo indica, não há muito o que temer. Eu digo, pela qualidade, pelo mergulho que ele é capaz de proporcionar graças à competência da Remedy. Se causar algum tipo de medo, o culpado deve ser o incrível e inspirado roteiro do game.

Fiquem com o trailer de divulgação :


video

domingo, 16 de maio de 2010

Retorno triunfal

Olá, caros leitores do Gamelogia. Bão ?

É, o retorno não é exatamente triunfal, mas não deixa de ser retorno ! Depois de praticamente um ano sem postagens, pretendo reativar os motores deste blog a fim de mantê-lo vivo e prático para consultores do bom e velho portuga ou para seguidores de games como eu.

Por uma questão de tempo e de metas prioritárias, simplesmente deixei de realizar postagens e isso se "viciou" com o tempo. É quando adiamos algo sem previsão de retorno, com aquele velho pensamento do "ah, semana que vem eu posto sem falta". Essa semana que vem foi transformada em ano que vem.

É claro que nada disso justifica a ausência dos momentos didáticos ou das notícias mais quentinhas do universo dos games - o qual foi praticamente metamorfoseado de uns dois anos pra cá -, mas acho cabível vir, por meio deste post, pedir minhas sinceras desculpas a vossos corações.

Assim como qualquer espécie em andamento, também recebi "mutações" ao longo desse tempo, bem como minha escrita. Aliás, isso é impressionante. Os aspiradores à leitura e à escrita devem buscar textos que escreveram há pelo menos uns três anos e compará-los com os de agora para notar a gritante diferença. Diferença no estilo, na abordagem, na escolha de palavras, na construção das frases, na postura adotada, na maturidade. Fiquei embasbacado.

Me sinto na obrigação, pois, de reluzir os porquês de tal ausência. Como é sabido, fiz dois anos de jornalismo e tranquei o curso. Em 2009 iniciei Letras - Tradutor Intérprete (inglês) e, desde o segundo semestre daquele ano, atuo na área. Portanto, é a velha fórmula matemática do cotidiano faculdade + trabalho = pouco tempo. Então, gradativamente, o blog ficou em segundo plano, com aquela vaga lembrança na cabeça de que deveria postar, deveria postar, mas nunca o fazia. Contudo, ele não caiu no esquecimento. Ei-lo aqui para todos os queridos leitores !

Enfim, mãos à obra. Prometo tentar postar dentro de uma frequência coerente. Não cogito postar diariamente devido à falta de tempo. Mas farei o possível para que as postagens sejam inesquecíveis. Eu diria que cerca de duas a três postagens por semana estariam de bom tamanho - sem jamais me esquecer dos momentos didáticos, tão queridos pelos leitores, estes que me inspiram a publicar as gafes mais comuns cometidas por todos nós corriqueiramente.

Obrigado a todos que frequentam o blog. Cada comentário é lido atenciosamente e considerado com toda a relevância que merece. Sugestões, críticas, elogios, observações, tudo é bem-vindo.

Grande abrátzo e fiquem ligados !

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Momento didático - onde ou aonde ?

Aonde eu uso "onde" ? Ou onde eu uso "aonde" ? Hehe, essa questão não é tão controversa quanto alguns dilemas que já postei aqui no blog, no entanto, não deixa de ser importante. Me veio à tona graças ao meu professor e mestre Jiro Takahashi, que ministra a disciplina de gramática na faculdade.

A explicação é simples : "onde" indica uma ação estática, um lugar fixo/parado no qual você foi, esteja ou pretende ir. É quando você pergunta : "onde você estava no sábado?" ou "onde você ficou quando estava em Fernando de Noronha?". Reparem que não há movimento; é a representação de um lugar em que o fulano estava.

Agora, quando você fala "aonde", o conceito de estar parado se inverte : a palavra indica ação em movimento, e não lugar fixo. Vejam : "aonde você pensa que vai?" ou "aonde você foi ontem à noite, hein?".

O determinante para a distinção das duas funções, como observado nos exemplos, é o uso dos verbos "estar" e "ficar" no primeiro caso, e o verbo "ir" no segundo caso. O verbo "ficar" e o verbo "estar" denotam uma ação parada; alguém está ou fica em algum lugar. Já o verbo "ir" dá subentendimento de uma ação em movimento, já que alguém foi, vai ou irá a algum lugar, e precisa se movimentar para isso. Neste caso, usa-se "aonde"; no outro caso, usa-se "onde". Simples, não ?

Aqui vai uma dica para não se usar desnecessariamente a palavra "onde", que é um vício da nossa língua utilizado para várias finalidades, sendo que a única deve ser para indicar lugar. Não se diz "este é aquele jogo onde o herói morre no fim" ou "aqui no meu coração há um sentimento onde ninguém consegue medir" ou mesmo "esse é o filme onde todos ficam cegos".

Evitem esse uso coloquial e desnecessário da palavra "onde". "Ah, mas como devo falar ou escrever, então?". Simples : use dois termos mágicos que são bonitos, corretos e gramaticalmente de acordo com a semântica que você pretende dar a seu texto ou a sua fala : "em que" e "no qual/na qual". Pronto. Olha que fácil. Reformulando as frases que utilizei para exemplificar, as coisas ficam assim : "este é aquele jogo no qual o herói morre no fim" ou "esse é o filme em que todos ficam cegos". Bem melhor.

Use "onde" para identificar lugares : "Esta é a sala onde fiquei". "A faculdade onde todos se formaram foi dominada por alienígenas". Reparem no seguinte : há a possibilidade de substituir "onde" por um dos termos que recomendei, "em que" ou "no/na qual", mesmo que seja para identificar lugares. Vejam : "Esta é a sala na qual fiquei". "A faculdade em que todos se formaram foi dominada por alienígenas". Conclusão : "onde" é um termo de carga altamente coloquial e pode, sim, ser evitado sempre que possível. Esta é a minha recomendação : evitem o uso de "onde". É feio. Dá pra se destacar com um texto bem acabadinho utilizando "em que/no qual/na qual". É melhor facilitar do que complicar, não é verdade ?

Dessa vez não foi tão difícil !

Obrigado para quem leu até aqui e grande abrátzo !

domingo, 26 de abril de 2009

Guitar Hero : Van Halen vai sair. AAAAHHHHHH !!

É inacreditável. E aqui eu POSSO USAR SUPERLATIVOS, UHÚUU ! A aguardadíssima, fodástica e estimadíssima versão da banda de Eddie Van Halen FINALMENTE vai alcançar sua versão musical dos games em Guitar Hero : Van Halen !

Assim como as outras edições específicas de GH, tais como Aerosmith e Metallica, a versão da consagrada banda de Hard Rock deve aparecer no final de julho.

A Activision não anunciou o game oficialmente, mas sites norte-americanos já o colocaram na lista de pré-vendas para o dia 28 de julho ! Engraçado esse tipo de spoiler. A softhouse nem anuncia o game, mas o dito cujo sai na lista de jogos a serem lançados em canais de vendas virtuais dos EUA como a EBGames, GameStop, Estarland etc. Ou seja, sem querer a gente descobre que um game tido como rumor será de fato lançado, apesar de nem ainda ter sido anunciado.

Imagina só solar "Eruption" numa versão GH. Ai, ai....ou cantar "Dreams" com os melosos inesquecíveis. Uhú ! Vale lembrar que, por se tratar de uma versão posterior à versão de GH : World Tour, o game será compatível com todos os instrumentos musicais, o que significa ter uma banda completa de um cover de Van Halen. Virtual, é claro, mas melhor é impossível.

Não comprei a versão "Metallica" porque não sou muito fã a ponto de gastar uma boa grana no game. Tem uma ou outra música que gosto, e só. Agora, o repertório de Van Halen é indiscutivelmente mais poderoso, nostálgico e importante do que a pauleira rápida de Metallica.

Esse vale a aquisição. EM JULHO !

Abrátzo

sábado, 11 de abril de 2009

Sony vai investir no Brasil. Família "Playstation" receberá jogos produzidos na Zona Franca de Manaus !

A crise financeira mundial parece estar cada vez mais distante do Brasil. Prova disso é que são poucas as "más" notícias que chegam ao nosso país; o que mais se ouve é a "resistência do Brasil quanto à crise, um exemplo".

É claro que muita coisa piorou por aqui, como o aumento do desemprego e a diminuição do consumo, já que muita gente ficou desconfiada em relação ao crédito (principalmente a longo prazo), que ainda está meio inseguro e instável. No entanto, a bolsa de valores do Brasil (Ibovespa) mostrou índices positivos nas últimas semanas, e houve uma leve diminuição na cotação do dólar, além de um pequeno aumento na geração de empregos formais.

Todo esse contexto do Brasil, se comparado aos países ricos que foram atingidos em massa pela crise, está em boas condições. É um país visado que ganhou notoriedade, dentre outras empresas, pela Sony, que fez um anúncio bombástico de fabricação de games para as plataformas PS2, PS3 e PSP.

Mas não vai ser apenas uma mera "representação oficial", tal qual o Xbox 360, que não tem produção nenhuma aqui no país; a Microsoft do Brasil apenas importa tudo de lá dos EUA (inclusive os jogos), traduz a caixa e o manual para o português e pronto. O preço continua sendo meio exorbitante, diga-se de passagem.

Os jogos para PC, por exemplo, são muito mais baratos e acessíveis. É nesta condição que os jogos fabricados pelas instalações da Sony na Zona Franca de Manaus devem ficar : mais acessíveis, pois o custo de produção será muito menor.

Por enquanto, foram confirmados cerca de 400 a 500 mil títulos para o PS2 e 80 mil para o PS3. O PSP, como utiliza uma mídia física de difícil acesso - o UMD - e não ganhou tanta notoriedade entre os brasileiros, por enquanto não tem um número certo de jogos a serem fabricados, mas haverá, sim, a produção de games para ele, algo que deve ficar em segundo plano pela Sony.

Títulos de peso já foram confirmados numa das primeiras remessas : Lego Batman, Wanted, Batman : Arkham Asylum, F.E.A.R. 2 : Project Origin, Tomb Raider : Underworld, Shellshock 2, Fuel e Terminator : Salvation.

A pirataria deve diminuir consideravelmente com a iniciativa. Vai depender muito de quanto custará cada game, pois todos conhecem o espírito do brasileiro, não é ? Que pertence a todos nós, inclusive eu, você, todo mundo. Jogos custando quase 300 reais chegam a ser risíveis pelo preço e nos encurralam para a única alternativa : aquela mais barata, a dos games piratas.

Se alcançarmos um patamar de 99 reais, a coisa deve melhorar muito e ficar bem mais acessível. Ainda não há preços anunciados. Vamos aguardar.

Abrátzo

terça-feira, 31 de março de 2009

Verdades sobre os games

Eu falo que faz bem à saúde. Sempre disse. Os dados mais recentes, oriundos de pesquisas acerca do bem-estar que os games podem trazer, revelam verdades estarrecedoras :

- Raciocínio. Quem joga games tende a pensar mais rápido. Mais facilidade também para assimilar coisas difíceis e memória boa;

- Visão. Li esses dias no msn notícias : uma pesquisa médica revelou que os jogadores que passam horas a fio na frente da TV podem ter a visão melhor com o tempo. É como se os games "exercitassem" a vista;

- Leitura. Os games foram meu ensino precursor de inglês, e graças a eles sei o que sei hoje;

- História. Muita gente (inclusive eu) aprendeu mitologia com God of War, história com Age of Empires, conspiração com Shadow of Rome etc. Os jogos reproduzem a história com mais veracidade do que o cinema;

- Coordenação motora. É claro que quem joga Guitar Hero não aprende a tocar uma guitarra de verdade, mas melhora, e muito, a coordenação motora e o esmerilhar dos dedos. A mesma tese serve para a bateria de Rock Band ou de Guitar Hero World Tour : mãos e pé trabalhando juntos nos ajudam significativamente a ter uma noção da coisa;

- Emagrecer jogando. Graças ao Wii, o sedentarismo nos games assinou seu atestado de óbito;

- Interatividade e comunicação global. Os games de hoje possuem as últimas tecnologias, que agregam recursos sem fio como wi-fi, bluetooth etc. Além disso, é possível ligar vários dispositivos externos nos consoles, tais como pendrives, headsets e até teclados portáteis. Toda essa interatividade possibilita uma inclusão digital que o jogador nem percebe que está aprendendo.

E muitas, muitas outras coisas. Nem lembro se há malefícios que os games trazem. Violência ? Já virou balela. Vício ? Assunto de bêbado na mesa do bar. Dor na coluna ou na vista ? Nem médico diz mais isso.

Deixam a gente sem grana ? Aí sim, mas por uma boa razão : é divertido demais para economizar.

Abrátzo

segunda-feira, 23 de março de 2009

O desafio de tocar bateria

"Você tem que dividir o cérebro", foi o que sempre ouvi sobre tocar bateria. E constatei que é pura verdade. Não removo um centésimo da veracidade desta fama que a bateria tem. Mas uma coisa é certa : é muito, muito divertido tocar.

Quando comprei o kit completo de Rock Band 2, é claro que o instrumento de estréia foi a bateria. Fui seco ao pote; parecia criança com pirulito na mão no Parque da Mônica. Prejulguei a mim mesmo baseado na experiência de mais de 5 anos que tenho com Guitar Hero, na guitarra-controle, hein ? Guardo todas essas bugigangas e as penduro na parede, se for preciso.

Comecei no PS2 com aquela primeira guitarra, que pegou emprestada a fisionomia de uma Gibson SG. Bonitona, preta, de plástico e de brinquedo, da qual tomei um couro no começo, mas, com o decorrer do tempo, a jogatina incessante e o treinamento, dominei os fret buttons e o strum bar, e hoje posso dizer, seguramente, que "debulho" o game na dificuldade Expert (é claro que algumas músicas são muuuito difíceis e não passo de primeira. Mas sempre dou um jeito de praticar aquele trecho específico em câmera lenta para depois detonar no modo carreira).

Depois veio o "Guitar Hero Aerosmith", que comprei para o Xbox 360. Este trouxe a melhor época da banda de Hard Rock que existe desde os anos 70. Hoje, é claro, esse gênero praticamente nem existe mais; só que o game trouxe as melhores pérolas do Aerosmith e me obrigou a comprar a caixa com a guitarra, uma imponente Gibson Les Paul com o faceplate da banda.

Aí juntei uma grana, quebrei o porquinho e resolvi comprar o Rock Band 2. A guitarra impressiona mais do que todo o restante da banda : uma Fender Stratocaster com revestimento de madeira sintética fez as minhas outras guitarrinhas virarem brinquedinhos de plástico. O microfone é autêntico, assinado pela Logitech, com acabamento em alumínio; a bateria, e eis aqui o desafio disso tudo, também é revestida em alumínio (as colunas que sustentam os tambores, eu digo).

Aí mora o desafio. Pensei : "ah, vou debulhar essa bateria. Vou partir logo pro hard". Pra quê ? Tomei um pau. Sim. Até me questionei se realmente sabia jogar aquilo. A questão é que a divisão do cérebro vem à tona neste momento : há quatro tambores e uma linha horizontal amarela que cruza os quatro comandos. É a representação do bumbo. Tem os 4 tambores + o pedal. E quando as notas passaram voando com a faixa amarela e mais 2 comandos nos tambores ? Me descoordenei todo. Mãos e pé trabalhando juntos, em ritmos diferentes que entram em harmonia. É a famosa divisão. Nada fácil no começo.

Fui obrigado a regredir para o easy. Hoje estou conseguindo tranquilamente no medium e, vez ou outra, arrisco aquelas favoritas no hard. No expert, por enquanto, sem chance.

O bom disso tudo é que me lembrei do martírio que passei para jogar Guitar Hero. Comecei no easy também, e indo mal; depois, com o tempo, dominei o ritmo da coisa. Foram necessários uns bons meses, devo acrescentar. Com a bateria vai ser a mesma coisa - ou talvez mais.

E nem perdi tempo : comecei a fazer aulas de bateria recentemente. E pretendo persistir na empreitada. É o instrumento definitivo. Tem que ser.

Abrátzo !

terça-feira, 17 de março de 2009

Os 10 mandamentos de um gamer

Num momento raríssimo de inspiração súbita, elaborei este tópico com os 10 mandamentos de um verdadeiro gamer. Atenção : é tudo de minha autoria. Não procurei nada no google nem olhei sites de games. Podem verificar.

Os 10 mandamentos :

1- Você dorme cerca de 3 horas por noite. Seu horário de dormir é meia-noite, mas você fica jogando até 3 da manhã para compensar a falta de jogatina durante o dia e acorda que nem um zumbi na manhã seguinte;

2- Você lê o manual, o folheto publicitário que acompanha o game, a caixa e até mesmo as palavras pequenas que se encontram na borda da mídia;

3- Você não usa detonados. Somente em último caso meeeesmo, quando você quer achar aquele pombo escondido no GTA IV;

4- Você faz questão de pegar os 100% em cada jogo. Tudo. Todos os itens, acessórios, roupas, guitarras, poções, armas, personagens, fases, carros etc. Tudinho.

5- Você sempre habilita as legendas nos filminhos;

6- Você gasta mais de 1.000 reais em uma parafernália eletrônica;

7- Você deixa de sair com os amigos só para ficar em casa jogando games ou economizar grana, que depois você vai gastar em games;

8- Você divide, em proporções idênticas, duas paixões na sua vida : o namoro e os games;

9- Você tem um quê sádico inspirado em algum personagem marcante dos games;

10- Você faz isso aqui que fiz agora : escreve (ou já escreveu) de graça, simplesmente por pura paixão e amor, sobre o assunto que mais te fascina : games.


Abrátzo !

quinta-feira, 12 de março de 2009

Boa notícia : Synergex distribuirá Rock Band 2 no Brasil em caráter oficial !

Yes ! Notícias como essa esquentam o ânimo dos aficionados pelos musicais. Não só por isso, mas pelo fato de termos algo dessa magnitude em caráter oficial nas terras tupiniquins a um preço, creio eu, bem mais acessível do que se encontra atualmente através dos importados.

O pacote completo de Rock Band 2 será lançado por aqui no dia 23 de maio, numa parceria entre a Synergex e a Electronic Arts do Brasil. Isso mesmo : guitarra, bateria, microfone e o jogo.

A Synergex é uma empresa canadense que iniciou suas operações de distribuição de jogos no país em 2007. Os games distribuídos por ela, vulgo oficiais, acompanham caixa, manual em português e garantia de 3 meses, além de todo o suporte - via telefone ou e-mail - de um produto oficial.

Os preços são típicos de jogos vendidos em lojas grandes, como Fnac, Submarino, Saraiva, Lojas Americanas, UZ Games etc, ou seja, é algo que faz o escorpião residir no bolso dos brasileiros. No entanto, a condição de pagamento desses lugares permite que o valor seja quebrado em trocentas parcelas sem juros, facilitando consideravelmente as nossas condições.

Nada de preço definido ainda. Saberemos mais quando o dito cujo for lançado. Uhuu !

Abrátzo

domingo, 8 de março de 2009

Momento didático - a questão do "lhe" e do "te" e verbos defectivos

Calma, não se assustem com o título ! Verbos defectivos espantam tanto quanto um alien, mas a verdade é que o conceito é bem tranquilo.

Algumas pessoas me pediram, em comentários no blog (meu caro amigo do Rio, Jorge Pakkii) e scraps no orkut, que eu postasse sobre a questão do "te" e do "lhe". Vamos lá.

Tudo gira em torno da regência do verbo em questão. Regência é aquilo que determina se o verbo pede preposição ou não. Eu sei que ainda está grego, então nada como um exemplo para ilustrar melhor a coisa : vamos pegar o verbo "ajudar" e o verbo "ver". Ambos são transitivos diretos, ou seja, quem ajuda ajuda alguém e quem vê vê alguma coisa (ou alguém também, tanto faz). O verbo "obedecer", por exemplo, é transitivo indireto, isto é, quem obedece obedece a alguém. Mais um exemplo ? Ok, tem o verbo "habituar", ou seja, quem se habitua se habitua a fazer alguma coisa. A.

O artigo "a" funciona como preposição. Ninguém "obedece alguém"; obedecemos a alguém, assim como "ajudamos alguém", e não "ajudamos a alguém". Estamos "vendo alguma coisa", e não "vendo a alguma coisa". Estamos habituados a jogar videogame, e não habituados jogar videogame. Entenderam a questão da regência ? Só é chatinha, não muito difícil. Tem coisa muito pior.

Agora que estamos situados, vamos retomar a questão do "te" e do "lhe". Se quem ajuda ajuda alguém, então todos devemos ajudá-lo (= ajudar ele ou você, logo, ajudá-lo ! Não "ajudar-lhe").
Logo, se quem obedece obedece a alguém, então obedecemos aos nossos pais, e não só obedecemos os nossos pais. Aos. Devemos, pois, obedecer-lhes. Sim, obedecer a eles, obedecer aos nossos pais, e não obedecê-los. Mas sim obedecer-lhes.

Mais exemplos : "Eu o encontrei perdido no mar" (quem encontra encontra alguém, e não a alguém) ; "Não o vejo há anos" (quem vê vê alguma coisa ou alguém, e não a alguma coisa ou a alguém) ; "Olha, preciso lhe dizer que menti" (quem diz diz a alguém, diz alguma coisa a alguém, por isso usamos o "lhe"! Preposição "a", use "lhe"; não há preposição, não há "lhe").

E as formas "eu te amo", "eu te adoro", "eu te disse" ou "eu quero te dar um Playstation 3" ? Estão erradas ? Não, desde que o tratamento esteja na 2ª pessoa, ou seja, TU ! Como nem todo mundo é carioca, se o tratamento for em 3ª pessoa (VOCÊ!), aí sim devemos dizer "eu o amo", "eu o adoro", "eu lhe disse", "eu quero lhe dar um Playstation 3" etc. E por que raios você colocou o "lhe" nas duas últimas frases aí no exemplo ? Oras, porque quem diz diz a alguém, e quem quer dar um Playstation 3 quer dar um Playstation 3 a alguém. Lembraram ?

A forma "eu lhe amo" está errada. "Eu lhe adoro" também. O certo é "eu o amo" e "eu o adoro", assim como "eu a amo" e "eu a adoro". Tanto faz. Achou esquisito, cafona, feio ? Então simplesmente diga "eu amo você" ou "eu adoro você". Pronto ! Certíssimo !

Mudando de pato pra ganso, a questão dos verbos defectivos é bem rápida. São verbos que não têm a 1ª pessoa do singular do presente. O verbo "colorir", por exemplo. Qual o certo : "eu colóro" ou "eu colôro" ? Nenhum dos dois. Não existe a 1ª pessoa do singular para este verbo. Mas lembrem-se : é só no presente. No passado você pode dizer normalmente : "eu colori". Atenção para a 1ª pessoa do futuro. Não está errado dizer "eu colorirei", mas evite. Esse é esquisito mesmo, é um termo em desuso. Prefira "eu vou colorir" ou "irei colorir". É melhor.

Outro exemplo é o verbo "demolir". Ninguém diz "eu demôlo". Haha, é até engraçado. Também é outro verbo defectivo. "Eu demoli" está ok também. "Eu demolirei", assim como "eu colorirei", não está errado, mas igualmente esquisito. Evite. É melhor dizer "eu vou demolir" ou "irei demolir".

Ué, e como faço para dizer esses verbos no presente ? E se eu quiser contar para um amigo que estou colorindo naquele momento ? Simples, diga exatamente isso. "Eu estou colorindo". Pronto. Todo mundo entendeu. "Eu estou demolindo". Certíssimo. Ambos estão no presente e na 1ª pessoa do singular. Voalá ! Este é um dos raros casos em que o gerúndio vem a favor.

Téinkiu !

Abrátzo

quinta-feira, 5 de março de 2009

Rock Band dos Beatles anunciado : 9 de setembro !

Os rumores eram verdadeiros : a Harmonix anunciou, em caráter oficial, a produção de um Rock Band feito exclusivamente com músicas dos Beatles, tal qual o Guitar Hero Aerosmith, que tem faixas apenas da banda de Steven Tyler, e recentemente o Guitar Hero Metallica, que agrega uma boa proporção de músicas consagradas da banda de heavy metal.


Assim como nos títulos anteriores da franquia Rock Band, o jogo dará suporte a todos os instrumentos musicais e não será uma mera expansão, mas sim um jogo absolutamente inédito, que terá mais de 40 canções e contará com o pacote completo dos instrumentos usados pelos músicos à época - John Lennon, George Harrison, Ringo Starr e Paul McCartney.

Os controles em forma de instrumento imitarão os mesmos usados pelos integrantes, e o preço da banda completa (jogo, guitarra, bateria e microfone), ainda segundo a Harmonix, não sairá por menos que 250 dólares. Cada guitarra vendida avulsamente custará 100 dólares, e o game sozinho, assim como qualquer outro lançamento, sairá por 60 doletas.

A previsão dada pela Harmonix e MTV Games é dia 9 de setembro deste ano, data sujeita a alteração. Com essa crise cada vez mais iminente, é natural que atrasos ocorram. Agora, no entanto, é segurar a ansiedade e aguardar. O game sairá apenas para os consoles da nova geração - sim, o play 2 ficará de fora desta vez, ao contrário das edições anteriores de Rock Band (e Guitar Hero), que ainda apareceram para o quase aposentado console da Sony.

Abrátzo